<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491</id><updated>2011-08-23T15:13:44.780-03:00</updated><title type='text'>Casa do Demo</title><subtitle type='html'>Este é um espaço criado pelos membros do zine literário Demo Cognítio. Aqui nos propomos a escrever e comentar, em formato não literário, questões relacionadas a filosofia, política, cultura e arte. Também receberemos convidados, que poderão publicar qualquer tipo de texto. Os interessados devem mandar seus escritos para o e-mail: democognitio@gmail.com. Quem for selecionado, aqui estará.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>30</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-6807722268650387931</id><published>2008-08-06T21:53:00.002-03:00</published><updated>2008-08-06T22:26:20.294-03:00</updated><title type='text'>Especulações sobre a terceira idade</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;Na porta da minha casa: descendo do carro, segurando inúmeras sacolas. Um par de sandálias no pé e outro nas mãos. Uma senhorinha por ali, bem arrumada em sua tarde de passeio, interessou-se pela cena. &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;– Ei, você podia calçar essa aí na sua mão e me dar a outra! – enérgica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;Heim? Será maluca? Ah, não podia não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;Acontece sempre. Tenho relatos – de sangue e de ouvido – que me induzem a acreditar que essa aí é uma característica da terceira idade. Mas haveria explicação?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;Ainda não estou velha, embora o seja às vezes de espírito. E não posso acessar a experiência do outro. Como, em verdade, não podemos nunca. Por isso, valido a especulação.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;Não é a terceira idade a consciência da proximidade da morte? Ué, então a gente deveria se desapegar da materialidade do mundo e recolher-se ao espírito. Ou, dada a circularidade da vida, seria essa fase um retorno à infância? Diz muito isso a psicologia. Gostaria era de ver um psicólogo fundamentar essa lógica: o desgaste fisiológico empreendido pelo tempo altera as faculdades mentais, tornando-as parecidas com as das crianças, que ainda não as têm completamente formadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;É, pelo jeito, lógica não explica nada. Quem não conhece a piada do português? Só podemos olhar os fatos, com certa surpresa. Mas, que é fato é. Numa festa promovida para a terceira idade, tiveram de distribuir salgadinhos em pratos individuais. Experiências anteriores mostraram que, quando o banquete é servido conjuntamente, desaparece em segundos para figurar não nos estômagos saciados, mas nos sorrisos dissimulados de satisfação e nas cavidades de bolsas com fundos falsos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;Ou: congresso da terceira idade. Uma centena e meia de idosos no avião seguindo para o destino do encontro. O aviso ao final do vôo não precisou ser feito: “Por favor, vamos recolher toda sobra da refeição para preparar a cabine para novos passageiros”. Tudo guardadinho, até saco antiespalhamento de refluxo. Um &lt;i&gt;souvenir&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;Aliás, talvez a lógica seja esta mesmo: desapego material. Não gastar dinheiro, quando se tem. Quando não se tem, &lt;i&gt;ter&lt;/i&gt; sem &lt;i&gt;comprar&lt;/i&gt;. Pedir sempre. Às vezes, não.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;(Poderia, como réplica, ter argumentado a duplicidade do sapato, já que ela usava o seu, talvez em melhor estado que o meu.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;suene honorato&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt; TEXT-ALIGN: right" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN-TOP: 6pt"&gt;&lt;span style="font-family:Tahoma;font-size:10;"&gt;P.S.: Mas, a quem freqüenta o Ponto 18, a velhice é uma boneca, cuidadosa e levemente maquiada, trajando um vestido com gola de renda, vendendo sapatos para recém-nascidos. Confeccionados por suas mãos sem calos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-6807722268650387931?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/6807722268650387931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=6807722268650387931' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/6807722268650387931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/6807722268650387931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2008/08/especulaes-sobre-terceira-idade.html' title='Especulações sobre a terceira idade'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-1067016771556806164</id><published>2008-03-30T00:54:00.002-03:00</published><updated>2008-03-31T18:36:20.871-03:00</updated><title type='text'>João Victor: um menino bem humorado e inteligente</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Já estava mais do que na hora: dia 03 de março, em Goiânia, um garoto de apenas oito anos foi aprovado no vestibular da UNIP para o curso de Direito.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A notícia provocou grande alvoroço na imprensa, e foi destaque em jornais do Brasil e do mundo. Mas ela não tem nada de tão singular. Teria, se se tratasse de um garoto superdotado, alvo de psicólogos que desejariam esquadrinhar o seu cérebro e já convidado a ingressar não na UNIP, mas na Universidade de Harvard. Nada disso ocorreu, no entanto... O fato é banal, ou melhor, fruto da banalidade de uma prática que implica em diversas questões.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As universidades particulares aprenderam que hoje é preciso ter diploma. Exige-se uma especialização crescente para os mais diversos campos profissionais. Há muito desemprego e pouca gente qualificada. Opta-se, então, pela qualificação em massa – desde que se possa pagar, é claro. Mas essa qualificação merece algumas aspas. O termo “qualificação” está relacionado, obviamente, à qualidade, e não à quantidade. A “qualificação” oferecida por algumas dessas instituições tem, muitas vezes, caráter formal, burocrático – e o governo devia agradecer a elas por melhorar os índices quantitativos em relação à escolaridade do povo brasileiro.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Hoje não encontramos diplomas emoldurados na parede do consultório. Esse fato é sintomático, indica que nada há de especial em ter um diploma. E muito bom seria se, com isso, pudéssemos acreditar que a formação tem sido levada tão a sério, tanto pelos estudantes quanto pelas instituições de ensino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O imperativo de se ter um diploma inflou o mercado das universidades particulares, já que as instituições públicas não satisfazem a demanda. (Não só não satisfazem, como exigem uma formação anterior que a maioria dos candidatos a uma vaga não possuem – e esse é um outro problema, com suas causas diversas e graves.) Se as particulares estão aí a cada esquina, por que não optar por elas? A concorrência, inclusive, tem deixado as mensalidades a preços quase acessíveis. O que era difícil se tornou fácil.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Tão fácil que muitos estudantes perceberam cedo que poderiam ingressar em uma universidade antes mesmo de concluírem o ensino médio. Passar no vestibular, para muitos, não é mais sinônimo de pesadelo. O único problema é conseguir permissão para efetivar a matrícula, dado que o artigo 44, inciso II, da Lei de Diretrizes e Bases da Educação exige a conclusão do ensino médio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Dos males o menor. O mercado funciona assim: se surge um novo modelo de celular, surgirão, na seqüência, acessórios adequados ao seu formato até mesmo no mercado informal. Com as universidades particulares ocorre o mesmo: há quem ofereça aí um diploma de conclusão do ensino médio bem à mão. Mas há também quem entre na justiça para ter direito a freqüentar o curso. E muitos, infelizmente, têm conseguido.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Infelizmente. Parece que a urgência em cursar uma graduação tem a ver com o “fim” da vida escolar, do período de formação, o que é um equívoco. O bom profissional não se livrará nunca do estudo. Essa urgência desconsidera também que o que se estuda no ensino médio é fundamento que será exigido mais tarde. E não só em termos de conteúdo, mas de amadurecimento reflexivo, que preparará o indivíduo para lidar com questões cada vez mais complexas, exigidas nas diversas áreas do conhecimento.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Diante disso, a grande façanha do menino João Victor Portelinha de Oliveira, o famigerado “aluno” da UNIP, foi ter zombado da seriedade das instituições particulares. E, de quebra, ainda saiu dizendo que a prova foi fácil...&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;suene honorato&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-1067016771556806164?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/1067016771556806164/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=1067016771556806164' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/1067016771556806164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/1067016771556806164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2008/03/joo-victor-um-menino-bem-humorado-e.html' title='João Victor: um menino bem humorado e inteligente'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-8109973917921011298</id><published>2008-02-19T18:21:00.005-03:00</published><updated>2008-02-19T21:19:12.055-03:00</updated><title type='text'>A arte incomoda (parte II)</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nesta semana, li um artigo que me motiva, mais uma vez, a levantar uma velha bandeira: a de que a arte incomoda!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O jornal &lt;i style=""&gt;Mundo Jovem&lt;/i&gt; é uma publicação da PUC-RS destinada a jovens e adultos. Sua proposta é abordar temas relacionados à vida do jovem, numa linguagem simples e direta. É distribuído apenas para assinantes, em todo o Brasil, com tiragem de 120 mil exemplares (www.mundojovem.com.br).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Consta, na edição de março, o artigo “A arte como instrumento de inclusão social”, escrito pela cantora, compositora e pedagoga Susi Monte Serrat e pelo produtor cultural e escritor João Bello, em que se discute a arte como campo de transformação de sentimentos que pode ser fruída ou produzida por qualquer indivíduo. É assim que a arte é vista como “meio de inclusão”, pois proporciona ao sujeito a participação no todo, com o que este realiza seu papel de ator das transformações sociais. E aconselha: mesmo que não seja possível atingir certo patamar de desenvolvimento, “[...] lembre-se que há um artista dentro de você”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Como publicação direcionada ao jovem, a proposta de simplificar a linguagem me parece eficiente. Trata-se de democratizar o acesso e de entender que este é um público, mais do que qualquer outro, ainda em formação. Porém, há que se distinguir simplificação lingüística de simplificação conteudística, confusão que, em alguns momentos, ocorre no artigo citado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A proposta dos autores seria a de tornar a arte sedutora ao jovem, de conclamá-los à fruição estética. Mas toda sedução que se funda numa inverdade termina por corromper seu objetivo. Não é necessário citar, por exemplo, o discurso político, para comprovar que a sedução torna-se vazia na medida em que não concretiza as expectativas criadas. É um processo melindroso persuadir por meio da sedução. E há que se prestar muita atenção às estratégias utilizadas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O artigo começa por um equívoco: o de que a arte seria diferente das demais tarefas desenvolvidas pelos diferentes indivíduos, exercidas com maior ou menor eficiência segundo suas disposições e aptidões. Sendo equivalente ao sentimento, pode ser desenvolvida por qualquer ser humano. Sim, todos nós somos passíveis de sensibilidade estética, mas a equivalência entre arte e sentimento é um tanto quanto romântica, calcada na difundida idéia de “inspiração”. Ter sentimentos não é suficiente para se produzir arte. Nesse sentido, ela é, como qualquer outra, uma tarefa, um trabalho, e exige pesquisa, disposição, disciplina, observação da realidade, relação com a tradição e com a história.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A arte exige grande medida de racionalização. Não só o exige, como age justamente neste campo. É conhecimento, embora de natureza diversa daquela do conhecimento científico, pois sua ação sobre nossa racionalidade não ocorre por procedimentos lógicos. Se a arte resulta da “transformação do sentimento e da emoção, que aflora o coração do poeta, que embala a sensação prazerosa da musicalidade, que abre os caminhos desconhecidos das telas; enfim, que redescobre a estrada e o destino das artes”, como querem os autores, então ela é alienante, pois segrega os homens em suas individualidades. Funciona como terapia (“a dor pode virar prazer de executar um instrumento”), mas não promove inclusão.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A idéia da arte como fonte de superação de problemas individuais (“mudar para ser feliz, ser feliz para mudar”) é uma falácia. Não há lugar no mundo onde encontramos maior dor do que na arte. Por isso é que Mario Quintana escreveu o seguinte poema, que gosto tanto de citar nessas ocasiões:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;O poema&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;O poema é uma pedra no abismo,&lt;br /&gt;O eco do poema desloca os perfis:&lt;br /&gt;Para bem das águas e das almas&lt;br /&gt;Assassinemos o poeta.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O prazer que a arte nos pode provocar é o do conhecimento, só conseguido por um processo demorado e trabalhoso: estar no mundo com os olhos abertos aos seus maiores defeitos, às suas maiores mazelas, às suas contradições; estar em contato com sensibilidades diversas – exercício de alteridade, para o qual apontam os autores em um momento, mas sem aludir à dificuldade exigida nesse processo. É uma escolha árdua e sem passagem de volta: ter consciência da alienação e do fato de não podermos nos livrar dela. Deslocam-se nossos perfis, o que, diante do espelho, deve resultar numa imagem bastante desagradável. A partir dessa desestruturação das individualidades é que nos transformamos em atores sociais.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A promessa de felicidade por meio da arte oferecida por Susi Monte Serrat e João Bello é pedagogicamente questionável. Ela parece estar em acordo com os diversos meios de facilitação do conhecimento propagandeados por aí: “aprenda inglês em dez seções”; “termine seu curso universitário em dois anos” etc. Convencer o público adolescente de que a arte vale a pena pelo que ela tem de desconcertante é tarefa trabalhosa, já que concorremos com o prazer fácil do entretenimento. Porém, a dificuldade em escolher a arte como caminho para a realização das potencialidades individuais deve ser valorizada, e não omitida. Neste caso, o nivelamento das estratégias de persuasão a partir daquilo contra o que devemos lutar desmente um ditado que anda meio esquecido: “o que vem fácil, vai fácil”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;suene honorato&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-8109973917921011298?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/8109973917921011298/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=8109973917921011298' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8109973917921011298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8109973917921011298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2008/02/arte-incomoda-parte-ii.html' title='A arte incomoda (parte II)'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-6860625443605494332</id><published>2008-01-24T21:48:00.000-02:00</published><updated>2008-01-24T21:55:13.474-02:00</updated><title type='text'>A libélula alagada</title><content type='html'>Nos olhos da rua, seus olhos macios&lt;br /&gt;Passava igual carro de lágrimas: lento,&lt;br /&gt;Fantasma afiado das fibras do vento&lt;br /&gt;Fugindo das luzes dos prédios vazios...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhava seus pés junto ao meu pensamento&lt;br /&gt;Bailava na lúcula em cima dos rios&lt;br /&gt;Da Lua... Libélula nua com fios&lt;br /&gt;De espera tecendo a mortalha e o momento...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a luz? Os seus olhos? Seus pés sobre as asas?&lt;br /&gt;Só lembro das mãos de gotículas rasas&lt;br /&gt;Tecendo o meu verso na noite calada,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas quando no azul o universo dormia&lt;br /&gt;Ela era das cinzas, palavra vazia&lt;br /&gt;Escrita sem voz nas paredes do nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Marra Signoreli&lt;br /&gt;(13/11/2007)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-6860625443605494332?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://pierrotlunare.blogspot.com/' title='A libélula alagada'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/6860625443605494332/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=6860625443605494332' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/6860625443605494332'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/6860625443605494332'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2008/01/liblula-alagada.html' title='A libélula alagada'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-3134942293539781296</id><published>2007-11-18T13:16:00.000-02:00</published><updated>2007-11-18T13:22:57.438-02:00</updated><title type='text'>A nova profissão: os “panfleteiros” vão sobreviver?</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Nos sinaleiros de nossa cidade, não se pode ficar parado sem que recebamos uma profusão de panfletos propagandísticos das mais variadas coisas. A tal “alma do negócio” anda a nos perseguir como a montanha foi a Maomé.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Prática aparentemente aceita no começo, talvez porque se apresentasse como mais uma novidade inofensiva dos publicitários, vem agora sendo rechaçada por uma quantidade considerável de pessoas que se recusam a receber os panfletos – posição na qual me insiro. Afinal, temos o direito de resguardar os últimos resquícios de nossa liberdade de escolha, já tão comprometida pela poluição visual dos espaços públicos (o que também deve ser repensado, como tem ocorrido em cidades como São Paulo, onde recentemente foram aprovadas novas leis para regular a disposição de outdoors e fachadas comerciais). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Há quem valorize a competição mercadológica. “O público é quem sai ganhando” – uma verdade repetida pelo senso comum. O problema é que não podemos avalizar qualquer estratégia para que tal competição seja posta em prática. Depois da primeira empresa que teve a idéia de entregar panfletos nos semáforos, outras dezenas – e agora centenas – seguiram o exemplo. E eis que a parada se transforma em caos: a cada semáforo somos perseguidos por dois ou quatro “panfleteiros” que nos ocupam com propagandas que talvez não nos interessem. Escolho, ao sair para o trabalho, não me deparar com propagandas de carro, imóveis, motéis etc. Escolho procurar pela oferta do produto apenas quando me vir diante da necessidade de obtê-lo.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Mas esse ainda não é o ponto. O problema mais relevante é que o fluxo mercadológico costuma transferir responsabilidades para os atores que estão nas bases de sua execução. Como entidade fetichizada, o mercado separa-se dos agentes e assiste à guerra. Explico: inventou-se, com essa prática, uma profissão que vem sofrendo agora com a não aceitação do público. E cabe à nova categoria resolver a pendenga. Os inventores dessa profissão são deuses que abandonaram suas criaturas.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;É desumano contratar alguém para exercer a função de outdoor, e não se pode esperar que o mercado solucione o problema. O mesmo ocorre, por exemplo, em épocas de eleição, quando se contratam pessoas para segurarem faixas como postes. Então, para não perderem a sua funcionalidade de objeto, já detectada pelas empresas que demitem os menos eficientes, os “panfleteiros” decidiram pelo apelo emocional: usam camisetas com os dizeres “Salvem um ‘panfleteiro’!”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;Diante disso, o problema foi mais uma vez transferido, e agora para nossas mãos. Ouvi, um dia, alguém dizer que não retirava sua bandeja da mesa do shopping para que as faxineiras não fossem demitidas. É um argumento plausível, assim como o de que devemos produzir tanto mais lixo quanto aspirantes a lixeiro existam no mundo. Ou dar tanta esmola quanto existam pedintes. Assim, não haverá desemprego. E acreditamos que esta é uma postura ativa diante dos problemas sociais... Como diria Tom Zé: “faça suas orações uma vez por dia e depois mande a consciência junto com os lençóis pra lavanderia”.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.45pt;" align="right"&gt;suene honorato&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-3134942293539781296?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/3134942293539781296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=3134942293539781296' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/3134942293539781296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/3134942293539781296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/11/nova-profisso-os-panfleteiros-vo.html' title='A nova profissão: os “panfleteiros” vão sobreviver?'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-2136508870215068759</id><published>2007-10-03T22:43:00.000-03:00</published><updated>2007-10-03T22:49:28.681-03:00</updated><title type='text'>ORAÇÃO DO BRASILEIRO                                    (a oração que o Congresso Nacional nos forçou a aprender)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pai nosso, que estais no céu, permanecei nas alturas bem longe do Brasil. Santificado seja o Vosso nome, que o nosso não tem vergonha de se arrastar na lama. Rezemos sempre “venha a nós”, nunca ao "Vosso reino”. Seja feita a Vossa vontade, já que por nós, elegeremos ladrões com mandatos para o resto de suas vidas mundanas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Caras de pau caindo de podres, indignos de José carpinteiro, esbofeteiam a outra face de Teus filhos, tratados como bastardos. Cospem assim, como da terra para o céu, sem preocupação de que o pejo lhes caia sobre a cabeça. Abastados, soltam setenta vezes sete Barrabás, sete dias da semana de três dias trabalhados; porque não têm coragem de condenar a si próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pão nosso de cada dia nos dai hoje. Mas livrai-nos de vender nosso voto, a troco de um fome-zero. Perdoai que nos sintamos ofendidos e envergonhados de sermos brasileiros, quando perdoamos os corruptos a cada nova eleição. Bem como não há perdão para quem nasce desfavorecido pela sorte, mas enriquece loterias e bicheiros, com quem até um ministro da Justiça se envolveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não nos deixeis cair na tentação de fugir para os Estados Unidos. Mas que, se algum dia um político brasileiro puser os pés lá fora, seja julgado, condenado e execrado por crimes contra a Humanidade, a ponto de querer cometer suicídio.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pois aqui não existe igualdade perante a Lei. E onde não há Lei, não há nação. Portanto Deus não pode ser brasileiro, embora muitos brasileiros achem que são Deus, e por isso não devam satisfação. Dai-lhes o fórum sem privilégios da Justiça Divina. Para, ao menos uma vez, responderem por seus crimes, nem que seja ao Coisa-Ruim, seu compadre e semelhante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Livrai-nos do mal e do inferno em que nossos governantes transformaram “este país”. “Este país”, bordão pejorativo e pronunciado com desprezo por quem não sabe “que país é esse”. Porque nos discursos, que só servem para negar acusações, com desculpas esfarrapadas e absurdas que insultam nossa inteligência, os donos do Estado têm a certeza de que o dinheiro os colocará lá novamente. E não Vossos servos, excluídos desta bandidocracia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois Vosso é o verdadeiro poder, o reino e a glória para sempre. E não um regime sustentado por uma quadrilha de puxa-sacos, mensaleiros, ladrões de ambulâncias, de merendas escolares e do povo, legiões piores que demônios expulsos de porcos. Para estes, por mais que esfreguem suas sujeiras em nossas caras, jamais existirão provas suficientes de sua verdadeira face do mal, de anjos decaídos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amparai os homens de bem e as crianças, para que não tomem o péssimo exemplo de quem peca por corrupção ativa, passiva, atos e omissões, por sua exclusiva culpa. Concedei-nos sair da Idade Média, ao menos nos próximos 500 anos. E que assim não sejamos mais tão distantes das Leis Divinas, humanas e principalmente do bom senso...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Amém.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Gustavo Pessoa&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-2136508870215068759?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/2136508870215068759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=2136508870215068759' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/2136508870215068759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/2136508870215068759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/10/orao-do-brasileiro-orao-que-o-congresso.html' title='ORAÇÃO DO BRASILEIRO                                    (a oração que o Congresso Nacional nos forçou a aprender)'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-7975233034371139221</id><published>2007-08-29T15:38:00.000-03:00</published><updated>2007-08-29T20:58:21.833-03:00</updated><title type='text'>Um problema de gramática, a quem interessar... Ou: o jogo dos vários erros</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;A Secretaria de Transportes de Nerópolis disponibiliza ônibus para a capital aos estudantes. Com o intuito de melhorar a qualidade do transporte, entregou o seguinte aviso aos usuários:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;" align="center"&gt;ATENÇÃO&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;ul style="margin-top: 0cm;" type="disc"&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;NÃO      JOGAR LIXO NO CHÃO DO ÔNIBUS;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;NÃO      PISAR NAS POLTRONAS DO ÔNIBUS;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;NÃO      SENTAR NO BRAÇO DAS POLTRONAS DO ÔNIBUS;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;NÃO      FALAR ALTO DENTRO DO ÔNIBUS;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;NÃO      FAZER BAGUNÇA AO ENTRAR NO ÔNIBUS;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;NÃO      ALIMENTAR DENTRO DO ÔNIBUS;&lt;/li&gt;&lt;li class="MsoNormal" style=""&gt;RESPEITAR      OS COLEGAS DENTRO DO ÔNIBUS CASO ESTEJAM DORMINDO.&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;OBS: caso ocorra reclamações e fujam das regras estará sujeito a exclusão do ônibus.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;(POIS DEVEMOS MANTER A ÉTICA, O RESPEITO E A LIMPEZA DO ÔNIBUS. POR QUE ELE TAMBÉM E SEU, E VOCÊ TAMBÉM TEM QUE CUIDAR. “PRESERVE”)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Pois bem, o “aviso” tem a assinatura do secretário do transporte neropolitano, sr. Leoncio Pinto de Mendonça. Com isso, quer elevar-se à categoria de documento formal. Mas nem só de assinatura se faz um documento...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Diz-se que, se a mensagem foi transmitida, é porque a linguagem é eficiente. Eu mesma partilho dessa opinião. Mas é preciso considerar os diferentes graus de eficiência de uma mensagem. Isso significa ter em mente o contexto em que a mensagem deve ser transmitida e, a partir daí, escolher o registro mais adequedo. Sei que a mensagem do “aviso” foi comunicada sem maiores perturbações, mas há algo de risível na redação deste documento justamente pela incoerência entre sua pretensa formalidade e o “estilo” econômico-pródigo de sua linguagem.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Pródigo naquilo que é desnecessário. Alguém me diga por que se repetir insistentemente a expressão “do ônibus”! Talvez seja esse algum recurso retirado da poesia concreta. A insistência nos traz o ritmo do ônibus sacolejando no caminho, e termina por nos provocar enjôo. E econômico no que, do mesmo modo, não deveria ser. Faltam os complementos de alguns verbos. Por exemplo em: “não alimentar dentro do ônibus”. Não alimentar quem? Porventura as galinhas que viajam com os estudantes, empoleiradas nos maleiros.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Mas o problema mais interessante é aquele que permite a subversão dentro do próprio documento. Duas regras formam uma dobradinha imbatível: “não fazer bagunça ao entrar dentro do ônibus” e “respeitar os colegas dentro do ônibus caso estejam dormindo”. Só não se pode fazer bagunça se você estiver entrando no ônibus; respeitar o colega, só se ele estiver dormindo. Então, durante a viagem, deixe dormir os dorminhocos, faça bagunça à vontade e desrespeite os despertos. Está previsto no documento, sim senhor!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;Penso que é assim que agem os advogados nos trâmites da lei. Se é válido o que está registrado com assinatura, a forma é encontrar brechas na linguagem para contrariar o sistema.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right; text-indent: 35.4pt;" align="right"&gt;suene honorato&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-7975233034371139221?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/7975233034371139221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=7975233034371139221' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/7975233034371139221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/7975233034371139221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/08/um-problema-de-gramtica-quem-interessar.html' title='Um problema de gramática, a quem interessar... Ou: o jogo dos vários erros'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-5805893920103456227</id><published>2007-08-01T16:47:00.000-03:00</published><updated>2007-08-01T17:32:25.712-03:00</updated><title type='text'>Compacto.Rec Lança segunda banda</title><content type='html'>&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" height="60" width="468"&gt;&lt;embed src="http://www.nivia.eti.br/bannerbang.swf" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" height="60" width="426"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p  style="color: rgb(102, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.mediafire.com/?ftgo9kltzk4"&gt;Bang Bang Babies&lt;/a&gt;, a banda dos compas de Goiânia, foi a nova escolhida a lançar um compacto pelo Compacto.Rec, proposta de comunicação e distribuição do Circuito Fora do Eixo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                             &lt;p  style="color: rgb(102, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A banda lança agora o single virtual homônimo, com as músicas &lt;a href="http://www.mediafire.com/?c1mtbfnogst"&gt;"Lookout"&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://www.mediafire.com/?9wpoennm0p4"&gt;"From my backyard"&lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.mediafire.com/?abxbylumuf3"&gt;"Going Down"&lt;/a&gt;. No pacote lançado, além das músicas ficam disponibilizadas ainda as letras das canções, fotos e texto de apresentação. O formato escolhido pelo "ouvinte" pode ser tanto o digital (salvando os arquivos no computador), quanto o físico (gravando as músicas em cd-r qualquer e imprimindo as imagens que formam o encarte). Para baixar os arquivos da banda clique &lt;a href="http://www.bangbangbabies.nivia.eti.br/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p  style="color: rgb(102, 0, 0);font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;Parabéns Babies!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman; color: rgb(0, 153, 0);font-family:georgia;font-size:180%;"  &gt;&lt;span style="color: rgb(102, 0, 0);"&gt;O compacto.Rec segue a missão de circular bandas independentes pela web!!!!!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-5805893920103456227?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.bangbangbabies.nivia.eti.br/' title='Compacto.Rec Lança segunda banda'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/5805893920103456227/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=5805893920103456227' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/5805893920103456227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/5805893920103456227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/08/compactorec-lana-segunda-banda.html' title='Compacto.Rec Lança segunda banda'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-9133824652984874852</id><published>2007-07-18T19:31:00.000-03:00</published><updated>2007-07-18T21:09:57.358-03:00</updated><title type='text'>Sai o Resultado do Compacto.Rec</title><content type='html'>&lt;object classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,29,0" height="240" width="468"&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.nivia.eti.br/banner.compacto.swf" quality="high" pluginspage="http://www.macromedia.com/go/getflashplayer" type="application/x-shockwave-flash" height="240" width="398"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(153, 51, 0);"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É com satisfação que a Casa do Demo anuncia e divulga a banda vencedora do Compacto.Rec.&lt;br /&gt;A banda selecionada foi &lt;a href="http://www.oaeoz.nivia.eti.br/"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;OEAOZ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/a&gt; de Curitiba/PR que inscreveu o single&lt;br /&gt;"Impossibilidades".&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);font-size:130%;" &gt;Para quem ainda não conhece o compacto.rec é um projeto do coletivo Fora do Eixo, que visa divulgar singles virtuais de bandas de selos indepententes.&lt;br /&gt;Para conferir o single vencedor da primeira seleção feita pela curadoria de produtores Fora do Eixo clique &lt;a href="http://www.oaeoz.nivia.eti.br/"&gt;aqui&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrando a tod@s interesad@s que as incrições para a próxima seleção podem ser feitas no blog do &lt;a href="http://www.compactorec.blogspot.com/"&gt;Compacto.Rec&lt;/a&gt; conforme o edital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Boa Sorte e que os ventos do sul levem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.oaeoz.nivia.eti.br/"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 102, 0); font-weight: bold;"&gt;OEAOZ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(153, 51, 0);font-size:130%;" &gt; pelos quatro cantos do universo!!!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)" href="http://www.mediafire.com/?cs1duizv3z4" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-9133824652984874852?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://www.oaeoz.nivia.eti.br/' title='Sai o Resultado do Compacto.Rec'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/9133824652984874852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=9133824652984874852' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/9133824652984874852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/9133824652984874852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/07/sai-o-resultado-do-compactorec.html' title='Sai o Resultado do Compacto.Rec'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-4963795814762036047</id><published>2007-06-05T12:40:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T12:34:09.187-03:00</updated><title type='text'>Domingo - Bananada 2007!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmWGPvAYK9I/AAAAAAAAAEQ/e5gsMz7wzcM/s1600-h/bananada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072608160176942034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmWGPvAYK9I/AAAAAAAAAEQ/e5gsMz7wzcM/s200/bananada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Domingo, 20 de maio, chegamos juntos ao Centro Cultural Martim Cererê, eu e a chuva. Era o terceiro dia de mais um Bananada, festival que tem se consolidado ao longo de seus quase dez anos de vida como um evento de prestígio nacional, que se diferencia do Goiânia Noise Festival – o outro grande festival realizado pela Monstro Discos – por um cast que privilegia as bandas locais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem é veterano de Bananada sabe o que esperar: estrutura de primeira, excelente organização e bandas pra tudo que é gosto. Havia velhos conhecidos do público goianiense, como Mechanics, Valentina, Violins, Rollin’ Chamas, entre outros, e surpresas de diversos lugares do país. Diante disso o já enfadonho discurso de quem acha que a Monstro deveria se portar como uma entidade filantrópica do rock goianiense mostra-se a ladainha estéril que é. Ora, a Monstro Discos é uma empresa, tem CNPJ, um marketing com intenções bem definidas e oferece um produto específico pra um público igualmente específico. Aos queixosos só resta montar seu próprio selo, ou procurar aquele cujo perfil mais lhes interessa; organizar seu próprio festival; criar seus próprios caminhos, como, aliás, muita gente boa vem fazendo já há algum tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao local, não há muito que dizer: o Cererê é um dos melhores espaços pra shows de médio porte no país, o que é confirmado por todas as bandas de fora, que ficam estupefatas com a estrutura do local. O tamanho dos teatros – que faz com que 300 pessoas pareçam mil –, a ampla área aberta que permite dar uma descansada entre um show e outro, além do charme e história do local, já são ponto a favor de qualquer evento que por ali se abrigue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente não cheguei a tempo de ver as duas primeiras bandas, mas peguei o início do show do RPDC, jovem banda de hardcore goianiense. Eu nunca gostei de hardcore, portanto, não entendo muita coisa do estilo. Mas estava tudo lá: vocal rasgado, baixo e guitarra sempre juntinhos, harmonias simples, quatro acordes e energia pra dar e vender. O público, ainda pequeno, respondeu muitíssimo bem e a banda parecia estar se divertindo mais que qualquer pessoa no recinto. Enfim, show simpático e redondinho. Pra quem gosta, foi uma festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seguindo o ritual de zanzar de um teatro para o outro, adentrei o teatro Pyguá sob os primeiros acordes da paulistana Slot. E o que encontrei foi um rock’n’roll bem bobinho (no melhor sentido do termo), pra se ouvir tomando cerveja e papeando com a guria ao lado, já que uma música pouco difere da outra ou de todas as milhares de canções do mesmo tipo compostas ao longo da história do rock. Há bandas que são para se ouvir ao vivo e ponto. Eu não colocaria um cd do Slot pra ouvir em casa, mas num ambiente de festival a coisa funcionou muitíssimo bem, apesar do amontoado de clichês. Aliás, taí uma coisa: não se pode exigir de tudo que é banda que se revolucione o rock a todo instante, afinal, de “salvação do rock” chega o Strokes, que, caso o rock n’ roll estivesse mesmo moribundo, teria recebido dos inglesinhos o tiro de misericórdia. Mas deve-se admitir: se for pra fazer o de sempre, dê um jeito de pôr algum tempero, algum charme, algo de singular, do contrário, teremos que constatar, com alguma surpresa, que rock também pode ser música de elevador, ou seja: maçante e descartável. Felizmente, não foi o caso do Slot. Destaque pro guitarrista e pro vocalista: o primeiro tocou com a mão quebrada – toda enfaixada! – e o segundo, um japa de um metro e meio de altura, não parou um segundo no palco, como se estivesse diante de mil pessoas, e não do público que ainda começava a encher o local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmYd7fAYK-I/AAAAAAAAAEY/_sxtsvE8BvQ/s1600-h/galinha.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072774938052013026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmYd7fAYK-I/AAAAAAAAAEY/_sxtsvE8BvQ/s200/galinha.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Após o Slot era a vez do Galinha Preta (foto), e eu comentei com um amigo: “aposta que é banda de HC?” Dito e feito. Mas bastou os primeiros segundos pra eu perceber que se tratava de um pouco mais que isso. Aquilo não era uma simples banda de hardcore; era a demência elevada à última potência! E com isso, caro leitor, quero dizer que estava diante de um dos melhores shows da noite! O instrumental era a mesma coisa de sempre: três ou quatro acordes tocados da forma mais suja possível com uma bateria atropelando tudo numa velocidade que às vezes beirava o grindcore. Mas o destaque foi, sem dúvida alguma, o vocalista. O sujeito tratava o público por “senhores” e destilava pérolas como “onde eu moro há um lixão onde velhos e crianças se igualam na imundície” ou ainda: “há um mal, o mal mais maligno que há, que pode acometer todos os senhores que estão nesse recinto: a Desgraça! Porque assim como existe Deus e o Diabo, existe a Desgraça. E ela ri de você quando você perde o emprego; ela ri de você quando você chuta uma pedra!”. E tudo isso dito numa impostação que arrancou gargalhadas gerais durante toda o show. Do meio pro final o figura, já exausto de tanto berrar e pular, vira pro Fabrício Nobre – um dos quatro sócios da Monstro Discos – e dispara: “Fabrício, a gente tem que tocar até o final? Eu não agüento mais não.” Instantes antes havia convidado um guri pra cantar a música que “a banda compôs para os acadêmicos, que dizem que nós não temos letras”. E acrescentou: “Pois a gente fez uma música que tem CINCO letras, AO MESMO TEMPO!” O leitor deve supor que se tratava das cinco vogais berradas repetidas vezes numa velocidade alucinante. Que ironia: uma banda de hardcore me deixou com aquela sensação de “será que vai haver coisa melhor por hoje?” Me acabei de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmYffPAYK_I/AAAAAAAAAEg/Xa8dvzVyhrQ/s1600-h/steroce.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072776651743964146" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmYffPAYK_I/AAAAAAAAAEg/Xa8dvzVyhrQ/s200/steroce.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A banda seguinte foi o Stereoscope (foto). Já com algum tempo de estrada, tocaram algumas músicas do seu segundo disco, que saiu recentemente pela Senhor F. Power pop limpinho, bem linear, com melodias doces e letrinhas amenas. Muita influência de Velvet Underground e Teenage Fanclub. Por vezes me lembrou Wilco. A banda tem arranjos econômicos e certeiros, além de uma excelente dinâmica entre os vocais que se revezam entre as músicas sem causar a sensação de desnível. Bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do show da banda paulista Banzé só vi o começo, que parecia promissor, mas fui respirar um pouco e sondar o movimento na banquinha que havíamos montado pra lançar a nova edição do Demo Cognitio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmWGC_AYK8I/AAAAAAAAAEI/-9J6cn_UA18/s1600-h/mersaukt.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5072607941133609922" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmWGC_AYK8I/AAAAAAAAAEI/-9J6cn_UA18/s200/mersaukt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Foram os primeiros acordes do Mersault e A Máquina de Escrever (foto) que me levaram de volta pro Teatro Pyguá. Creio ter sido o terceiro show deles que presenciei e é sempre a mesma coisa: tem-se a impressão de estar diante de uma banda completamente consciente de si. Não sei que diabo de som é aquilo e não creio que eles mesmos saibam ou estejam interessados em saber. A liberdade com que misturam influências psicodélicas com um rock cuja complexidade dos arranjos reside muito mais na harmonia e na timbragem do que em grande sofisticação técnica é de cativar à primeira audição um ouvinte inteligente, que aprecie a sensação de estranhamento, em detrimento do corriqueiro “eu já ouvi isso antes”, tão cabível a 80% das bandas de Goiânia. Aliás, tem isso de engraçado a maior parte do público goianiense: parece avaliar as bandas locais apenas em função umas das outras. Isso faz com que algumas das mais celebradas bandas da cidade sejam meros pastiches, amontoados de clichês que sequer são arranjados de forma mais ou menos criativa, pra disfarçar a falta de identidade latente. Disso o Mersault definitivamente não sofre. Estão lá melodias complexas, conduzidas por um vocal brando – coisa de quem ouviu muito samba e MPB – e um instrumental que é qualquer coisa menos previsível. Enfim, sensibilidade que pensa. Foda, muito foda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a maior surpresa da noite estava por vir. O quarteto paulista Elma abriu o set com uma parede de acordes que conduziam uma harmonia densa, densa, densa e por vezes quase cacofônica. Na saída Guga Valente me solta a seguinte pérola: “Eu já tinha visto de tudo, menos Death Metal instrumental”. E isso ilustra bem a sensação estampada na cara de todos: ninguém sabia dizer ao certo que som era aquele. Pois bem: pra mim era post rock. Mas o post rock mais pesado que já vi na vida. Tem isso de interessante esse gênero: como sua principal característica é o experimentalismo sem fronteiras, bandas completamente distintas entre si podem se abrigar sob o mesmo rótulo. Até onde consigo perceber, há duas tendências básicas: por um lado a de bandas extremamente melódicas e etéreas, como Sigur Rós, Godspeed You! Black Emperor e Explosions in the Sky; por outro, a de grupos que apostam mais num experimentalismo harmônico, resultando numa parafernália de ruídos e cacofonias dignas de um Sonic Youth. A meu ver é por aí que vai o Elma, mas com muito, muito peso e afinação lá em baixo. Todas as músicas têm uma estrutura completamente imprevisível e a banda sustentou uma presença de palco intensa todo o tempo. Um dos guitarristas, ora quase arrancava a cabeça do pescoço, ora tocava imóvel, fitando algum ponto invisível no meio do público, com a expressão de quem está preste a degolar alguém. Fantástico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois foi a vez de um dos mais aguardados shows dessa edição do Bananada: de Porto Alegre veio o Graforréia Xilarmônica, com anos de estrada e um repertório que foi em grande parte cantado por uma patota de fãs que, amontoados à frente do palco, quase se viraram do avesso de tanto berrar quando a banda mandou a já clássica “Amigo Punk”. Creio ter sido o maior público da noite, e mesmo quem não conhecia as músicas parecia seduzido pelo power trio que, seguindo a tradição gaúcha, tocou canções que parecem sustentar um manifesto velado, no qual consta ser obrigação do rock ser engraçado, meio pateta, e isso sem deixar de ser inteligente. Um show irrepreensível, no qual pôde-se notar a maturidade da banda, tanto no aspecto técnico – apenas fiquei me perguntando como teria sido o show se estivesse presente Marcelo Birck, ex-guitarrista do grupo – quanto no que diz respeito à concepção do espetáculo: a banda tinha o público nas mãos, o que garantiu um dos pontos mais altos do domingo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que já tinha visto um espetacular show do Dead Rocks – no qual haviam feito até uma versão surf music de um clássico do Cartola – fui animadinho e todo curioso ver o que o tal Daddy-O Grande traria de novo ao trabalho da banda. E não é que o show tenha sido ruim, longe disso. Estavam lá as guitarras frenéticas destilando um surf music que, por si só, teria segurado a noite por horas e horas. Apenas fiquei me perguntando o que o tal Daddy com uma máscara branca fazia por lá. De minha parte, preferi bastante o outro show do Dead Rocks que eu havia visto, não me lembro se num outro Bananada ou se num Goiânia Noise Festival. Pra mim soou meio desproporcional o ar de espetáculo que parecia suscitar um sujeito mascarado andando pelas dependências do Cererê, mais a soma de seu nome ao da banda, em relação ao que se viu no palco. Uma cacetada de show, sem dúvida, mas Daddy-O Grande não fez lá uma grande diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já um tanto cansado migrei de teatro pra ver Johnny Suxxx and The Fuckin’ Boys, banda capitaneada por João Lucas – também conhecido por alguns amigos como “A Diva Tombada” –, uma das figuras que mais tem feito pela cena independente de Goiânia, desde a fundação da já extinta Beacid, ao lado de Pedro Cambaleado e, atualmente, à frente da Fósforo Records, ao lado de Pablo Kossa e mais uma pá de gente boa. Pois bem, meu queixo caiu já na primeira música. É que sempre tive pouca paciência pra esse rock purpurinado, metido a glam, que, aos clichês de sempre, acrescenta apenas mais e mais afetação. Quanta surpresa a minha ao perceber o quanto esses garotos cresceram desde a última vez que os presenciei, num Vaca Amarela ano passado. O que se viu nessa noite de domingo foi um hard rock agressivo, cheio de bases e riffs encorpados, guitarra pesada e uma batera de dar gosto – firme, segura e raivosa. O guitarrista Douglas Ramires foi responsável por boa parte do espetáculo, tocando com uma gana como poucas vezes se vê, e sem comprometer em nada a execução. O problema, pra mim, foi o que pra muitas pessoas é justamente o maior atrativo da banda: o vocal. Acho que o João Lucas dá muito bem conta daquilo a que se propõe, meu problema é justamente com a proposta. E não é que Mss. Jhony Suxxx seja um mal cantor. Aliás, canta com segurança, não é de desafinar e parece ter consciência dos lugares em que sua voz pode ir com segurança. Mas precisa dar um gemido ao final de cada frase?! Claro que precisa! Porque é disso que os fãs desse tipo de rock purpurinado gostam. Foi, portanto, um grande show; e aqueles que, como eu, têm lá suas antipatias pra com esse tipo de som, que vão caçar sua turma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;EU fui. E enquanto ia de um teatro pro outro, lembrei-me de um Sigur Rós que me aguardava redentor em casa. Pois seria necessário: agora era a vez do Rollin’ Chamas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Absolutamente nada de novo a dizer sobre essa banda. Fal se tornou a figura mais quixotesca da história do rock goiano e, consequentemente, a mais divertida. Suas pregações em prol de um mundo melhor, com mais árvores, pessoas transando com camisinha e todo mundo economizando água, são de enternecer até o mais bruto dos headbangers que, desprevenido, notará uma lágrima solitária a lhe escorrer de um dos olhos enquanto Fal berra lá do palco: “O Papa tá com AIDS, NÃO É ALUCINAÇÃO”. Não foi um show a altura do que fizeram no Grito Rock, onde pareciam ter distribuído ácido para todos os presentes, tamanha a euforia do generalizada. Naquele dia não tinha aquele negócio de filinho de papai subir no palco e fazer sinal com as mãos para que os amigos se juntassem prontos a lhe amortecer o &lt;em&gt;mosh &lt;/em&gt;bem calculado. As pessoas se jogavam de costas, do alto das P.A.’s! Quem tava na frente do palco tinha não uma, mas várias pessoas passando ao mesmo tempo por sobre a cabeça; era quase necessário um semáforo. Sem contar a cambada de pirralhos correndo de cueca pra lá e pra cá. Depois o Homero, batera da banda, me disse que há muito tempo não havia visto algo do tipo. Pois eu nunca vi, nem antes nem depois. Portanto, à luz daquele dia, esse show do Bananada foi bem mais brando, mas mais por causa do público e da data – o show do Grito Rock havia sido num sábado – do que por causa da banda, que mandou o de sempre: guitarra pesadaça, humor non-sense e refrões grudentos, que já se tornaram hinos do rock goiano. Além disso, o Rollin’ Chamas é a única possibilidade de os fãs daquela que, na minha opinião, foi a melhor banda que já houve em Goiânia, matarem, bem de leve, a saudade do vocal insano do Homero. O moço era vocalista do fantástico e infelizmente finado Mandatory Suicide. No Rollin’ Chamas segura – muitísismo bem, diga-se – a bateria e manda aqui e acolá algum backing vocal. O revoltante é que se trata da melhor voz do rock goiano e nada do sujeito montar outra banda pra mostrar seus dotes de Mike Patton do cerrado! E tanta gente ruim, com a vozinha desse tamaninho, metendo o bendito do microfone na frente da cara...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a sempre insinuada volta do Mandatory Suicie, mesmo que seja pra um showzinho só, eu já nem ouso alimentar esperanças, embora tenha ouvido de fonte muito segura que alguma coisa vai acontecer no segundo semestre. Pois eu só acredito vendo. Tomara, tomara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, estando eu já bastante exausto para presenciar o show do Desastre, dei por encerrada minha participação no Bananada 2007. Trata-se de uma banda das mais experientes, que prepara sua primeira turnê pela Europa, já que a anteriormente planejada deu errado por problemas com o motorista que os conduziria pela Europa, com me contou o próprio Wilton, vocalista da banda. Mas o leitor deve se lembrar que eu não gosto de hardcore, e o sono já tava batendo pesado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De resto, ficou mesmo a já esperada satisfação de ver um evento goiano tão forte, tão bem estruturado e ainda tão promissor. Que venha o próximo!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;texto: manoel gustavo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;fotos: reginaldo mesquita&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-4963795814762036047?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/4963795814762036047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=4963795814762036047' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/4963795814762036047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/4963795814762036047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/06/domingo-bananada-2007.html' title='Domingo - Bananada 2007!'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RmWGPvAYK9I/AAAAAAAAAEQ/e5gsMz7wzcM/s72-c/bananada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-8131070897939803765</id><published>2007-05-27T17:56:00.000-03:00</published><updated>2007-05-27T20:46:55.152-03:00</updated><title type='text'>Anotações - Bananada 2007 - A noite de sexta-feira!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlnzkqMvxpI/AAAAAAAAADg/Q859N6A8i3A/s1600-h/bananada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069350666710795922" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlnzkqMvxpI/AAAAAAAAADg/Q859N6A8i3A/s200/bananada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há quase dez anos Fabrício Nobre dava voz e bananas a todos, ainda sem os pares da Monstro e provavelmente não imaginava que o Bananada chegasse à estatura que chegou. Não exatamente em grandeza, mas em maturidade. O festival sabe o que quer e atingiu um patamar de organização e profissionalismo que promove a inserção da música independente nas lacunas da grande cultura. Parece interessante a capacidade de receber o público antes acostumado a “festas na roça que é pra lá de bão” (Leandro e Leonardo), com promoção do governo, dos donos dos currais e do espírito goiano. Para que o Bananada tivesse essa envergadura o caminho não foi fácil. Depois da reunião entre os quatros responsáveis pela Monstro, a estratégia de tomada de espaço contou com o avanço da proposta rock city às esferas antes só de alguns. Com isso não só o secretário de cultura aparece nas festanças do rock goiano, como as louras oxigenadas (pra reforçar o estereótipo – rs) também. Isso não nos vale como bom ou ruim. É assim. E é a proposta ganhar terreno. Foi assim que os festivais da Monstro conseguiram ter o melhor som, a melhor estrutura do rock em Goiânia e ser referência no Brasil. Não é festival de playboy (mais estereótipo), mas playboys não faltam. Ele ainda continua rock, possibilita uma potência alternativa bastante interessante e certamente é isso que o fará sempre forte e com espaço garantido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de ter estilo pra todo mundo é uma maneira incontestável de abrigar a maior variedade de vozes rockers possíveis. Mas se engana quem acredita sentir a pulsão da molecada que produz o rock em todo canto do Bananada; isso se vê em menor escala e depende de um show fuderoso pra realizar seu ápice. Como um Mqn, Mechanics ou mesmo Violins. Portanto, nesse balaio aparece muito pastiche. E nós não queremos viver deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começar a noite com Diego Moraes é uma boa resposta ao estigma de fechado que quiseram dar a Monstro. Diego é bom no que faz, e o que ele faz tem menos a ver com rock star e mais a ver com surrealismos-brazucas-infanto-miseráveis! O show foi bem jeitoso! Com variações que são medidas na idéia mesma de espetáculo. Diego contou com uma banda pra lá de competente, com um cabelo beatle, um engajamento politizado e não longe de clichês (é possível ser diferente disso? – uma pergunta eterna). Foi dançante, um baixo seven saturadão, e ele repete, na tônica do discurso “Não se irrite com meu hit!”. Ele quer aloprar e alopra!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da caixa dos excluídos pra caixa dos inseridos! Vai lá Goldfish Memories! Depois da plebe os playbas! E nesse rumo o festival dá conta mesmo do que se propõe. Entramos na seara do que se consome sem dificuldades. E o nome da banda já diz tudo. Pra dizer a verdade, acho dispensável ver o show deles, mas admito, é um stoner inteligente, muito bem executado, redondíssimo. O batera toca muito, bate com gosto! Eles estão angariando reconhecimento – isso diz de um aspecto relevante, mas não do principal. Tem uns efeitos legais, simplórios e bem empregados. O que parece besta na banda é uma necessidade constante de ser aceita. Reforçada em cada gesto e em muitos acordes. Tá tudo legal, sem problemas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um cervejinha e vamos ver o Watson de Brasília. Lulu Santos no Bananada!? É quase bonitinho o pop desses brasilienses bem apessoados. Letras fáceis, vocal ruim, óbvio. Isso também tem seu valor, mas na boa... melhor se fosse cover. O acerto dessa banda é o baixo fisicamente bonito, chama atenção. Só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BH tem bandas legais. O Monno é legal, mas é mono! Impecavelmente indie. Muito competente, o vocal é bem agradável e sem deslizes. O som tava reguladíssimo, uma olhada pra trás e percebi que o Iuri tava lá. Mais um ponto pra banda. Da tradição Valv, Monno é honesto. Mas é tão indie que o oclin, a camisa e as letras lamuriosas não escondem a pecha. Respeito, mas chora menos, porque o Violins já fez isso e hoje tá em outra e melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca acreditei nas bandas do Guga! Mas vô falar: Sangue Seco é massa! É do mal! Direto e tem coisas pra dizer, a partir das cenas dessa maldição, dos limites que querem transparecer. Eles são posudos e fazem um punk pra dizer das suas velharias e traumas. O vocal do senhor Mesquita é respeitoso, e eu, sinceramente, não acreditava. Ele canta que nem um demente e faz teatro-rock-discursivo-fodão! Achei bem digno. E o batera é notoriamente um principiante. Depois do show eu disse pro Guga que eles faziam só o que o Bocão dava conta, ele confirmou. Depende até onde ele vai, sacô!? A guitarra é cretina, finge que é mais do que é, isso é bom!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse negócio de ser repórter por um dia cansa! E vamô lá ver o Del-O-Max. Os paulistanos fazem um som pouco deglutível. Dois baixos, muito pedal neles. Precisara de mais que 30 minutos pra saber mesmo de qual é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os simpáticos componentes da Dimitri Pellz passaram antes na banca do Demo Cognítio com a Voodoo (que tava um sucesso com os feirantes Eliseu e Gabriela), deixaram um zine bem bonito e simples e falaram umas coisinhas da cena mato-grossense. Ao entrar no teatro, de cara achei que era um Wry do centro do Brasil em festa. Por conta da androginia do batera e da vocalista, que faziam bastante barulho comportado, tendo ao lado um tecladista setentista, destoante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca vi o Barfly no palco. Continuo sem ver. Nessa hora tomava uma cerveja e papeava feliz com o melhor papo da noite – Pierre, do Violins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Rln0pqMvxqI/AAAAAAAAADo/-5d53BR6Bdo/s1600-h/Imagem+008.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069351852121769634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Rln0pqMvxqI/AAAAAAAAADo/-5d53BR6Bdo/s200/Imagem+008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Chegou o fotógrafo ofcial do Demo Cognítio: Benedito Braga! Era vez da Super Hi-Fi, os cariocas não me agradaram de cara. E fui desfazendo essa primeira impressão. Talvez porque eu não ache Matanza coisa que preste. Hi-Fi é grosso que nem Matanza, mas não precisa fazer tipo. Fui me surpreendendo, bases bem graves e marcadas, mulheres e chapação nas letras, sermão de drogado. A partir de Iron Man do Sabbath mostram um funk pra lá de carioca, vestido de rockão brabo. Ponto pra festa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devotos é fulminante. Rápido e potente, vocalista dread, feio que nem o Cartola, mistura de reggae e hardcore, engajado e direto numa cantata nordestina. Não gosto. Mas vô dizer: tem lugar em qualquer barulho que esse país puder fazer, está a serviço de um lugar de vida, e, não por isso simplesmente, mas pela rispidez discursiva assumida – mensagem musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem referências que são notórias. As do Coletivo Rádio Cipó estão assentadas no nordestismos, no mangue, no falado repentista. O batera é preciso e o vocal não esquece de Chico Science, e faz isso de megafone. O lance é o veiiin que dá o charme da banda; muito válido, mas a banda mesmo é normalzinha. Sem mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As outras vezes que vi o Shakemakers valeu mais a pena. No Noise do jóquei foi dos melhó, de impressionar! Agora como donos da noite tava meio desfigurado, com jogo ganho. Faltou luta. Força. É aquela veia Chuck Berry com Guns, numa cafajestice oitentista, liderada com responsa pelo Sandoval. Essas bandas precisam de potência, eu achei meio brocha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Rln5u6MvxrI/AAAAAAAAADw/IQgxF9PqRbM/s1600-h/Imagem+066.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069357439874221746" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Rln5u6MvxrI/AAAAAAAAADw/IQgxF9PqRbM/s200/Imagem+066.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Sempre expectativa em torno da Violins. É uma banda corajosa, muda de pele sem medo. Por isso todo mundo ficou curioso, sem contar algumas tietes de sempre. O show foi na cara. Desavergonhado. Nos últimos shows da banda o Beto tinha desafinado muito, isso me incomodava. Nesse não teve nada disso, a não ser num pequeno momento de Grupo de extermínio, ele e a banda toda tava muito segura, dona do palco, desfilando as novas músicas. Sinto menos falta da guitarra do Léo, o teclado assume momentos de beleza e estranhice bem dignas do novo som da banda, vide um solo do Pedro em batedor de carteira, dos mais bonitos. O baixo do Thiaguin é tora! Presençona! Certa hora o Smoth aperece do meu lado com cara de irmão babão, orgulhoso. O Thiago foi contaminado pela presença de palco da banda, mexe menos. Mas isso nem é problema. Porque essa banda é simplesmente a que mais produz em Goiânia, possivelmente no Brasil, e com uma qualidade e sentido nada desproposital. Pierre toca com um sorriso imenso na cara, bom de ver. Teve até primeira fase, com perfume em nova versão e timbres melhorados. As melhores letras de Goiânia e farão mais, pra divertir, porque desistiram do estrelato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Rln7P6MvxsI/AAAAAAAAAD4/tUl1EZTz1Ng/s1600-h/Imagem+084.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5069359106321532610" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Rln7P6MvxsI/AAAAAAAAAD4/tUl1EZTz1Ng/s200/Imagem+084.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;E chega o fim da noite! Tensão, horror, anunciação do inferno, repetição, histórias, bêbados, secretários do capeta, em nome da desgraça! Mechanics tem muita areia no caminhão e vai entregando aos poucos. Faz cena, marca o palco na definição reta gritada da guitarra. Ver o show do Mechanics é sentir a vontade de abrir as portas, mas chaves não existem. Eu demorei pra respeitar musicalmente essa banda. E depende de disposição pra isso. O Jaime imprime uma batera que dita o suspense, espalhando raiva acalmada. Márcio Jr. sussurra, o público sabe que tá diante da história do rock da cidade, mas não se acaba, porque o Mechanics quer suspender, e isso, às vezes, pode ser um problema. “A minha alma cheia de sangue / a minha pica cheia de sangue (...) A minha alma cheia de sangue, a minha pica cheia de sangue!”. No sábado o Mqn arreganha o inferno cujas chaves o Mechanics esconde e o João Lucas dançava, como um puta tiete que sabe a quem deve (e isso é um elogio a ambos). O Nobre diz banhado de cerveja e luz vermelha: “Vocês ainda vão agradecer ao Márcio Jr. por tudo isso!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso vai parar onde!? Essa resposta é por nossa conta!&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;texto: marcelo brice (um artista fracassado)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;fotos: benedito braga e suene honorato&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-8131070897939803765?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/8131070897939803765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=8131070897939803765' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8131070897939803765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8131070897939803765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/05/anotaes-bananada-2007-noite-de-sexta_27.html' title='Anotações - Bananada 2007 - A noite de sexta-feira!'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlnzkqMvxpI/AAAAAAAAADg/Q859N6A8i3A/s72-c/bananada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-5639597919297210960</id><published>2007-05-23T14:59:00.000-03:00</published><updated>2007-05-28T00:20:35.458-03:00</updated><title type='text'>Bananada 2007 – Noite de Sábado</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlWjg6MvxlI/AAAAAAAAAC0/B4U86_XyuNY/s1600-h/bananada.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068136741449221714" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlWjg6MvxlI/AAAAAAAAAC0/B4U86_XyuNY/s200/bananada.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;O Martin Cererê abrigou mais uma vez a cena rock de Goiânia. Parece que o cenário casa bem com o evento, que lá tem fincado suas raízes há quase 10 anos, à exceção das primeiríssimas edições; enquanto isso, o Goiânia Noise – também produzido pela Monstro Discos – experimenta outros locais a fim de comportar o grande número de curiosos que erguem suas orelhinhas ao fenômeno local.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlSKEqMvxgI/AAAAAAAAACM/T-B1qgz-diY/s1600-h/bananada+-+mqn.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067827293350512130" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlSKEqMvxgI/AAAAAAAAACM/T-B1qgz-diY/s200/bananada+-+mqn.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Seria mesmo a Pecuária um rival em público? Sabe-se que a Bananada surgiu com a finalidade de se contrapor ao propagado ruralismo da nossa capital e, juntamente com outras manifestações da cena independente, conseguiu, finalmente, ofuscar o clangor dos guizos. Hoje, no arquétipo coletivo da goianidade, compartilhamos a vaquinha e a guitarra. Durante os shows das bandas de outros Estados, que fizeram sua primeira apresentação nos nossos palcos, não raro ouvimos manifestações como: “A gente ouve dizer que vocês são foda, e são mesmo! Tocar aqui é do caralho!”. Já os goianos fazem questão de dar vivas a tais expressões, e não perdem a oportunidade de reforçá-las, como o fez (e o faz sempre) Fabrício Nobre, durante o show de sua banda “MQN” (foto), ao dizer que os portugas do “Born a Lion” deveriam ter finalizado, e não estreado, a sua turnê por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois eventos produzidos anualmente pela Monstro mantêm com a cena independente de Goiânia uma relação de comensalismo: alimentam e são alimentados por ela. E em todo fenômeno que pulula e fervilha, é difícil distinguir o “novo” do “mais do mesmo”. Não que isso seja, necessariamente, um problema, mas não deixa de ser um fato. As bandas se repetem, se repetem... E muitas delas têm sua origem mesmo na sensação que se experimenta ao freqüentar os festivais. Saindo de um show, ouvi dois garotos comentarem: “Nossa, isso me dá fissura de produzir um som!”. Essa poderia ser a crônica originária de muitas de nossas bandas. Algumas teriam levado tão a sério a tal “fissura de produzir um som” que ficaram vagando em torno de uma finalidade imprecisa, até cair de vez na inutilidade e se desintegrarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a prodigalidade da cena é louvável, ela também tem seus desperdícios: muitas bandas carecem de projeto. Essa exigência está fundada na busca de sentido para as manifestações culturais e artísticas, que se justificam não em si mesmas, mas enquanto inserção na realidade. Sem ela, corre-se o risco de perpetuar a condenável perecibilidade dos produtos que a grande indústria fonográfica manipula, em acordo com os modismos do mercado. E não creio que seja muito exigir que a cena independente não perca de vista os motivos pelos quais surgiu. Seu objetivo é dar voz àqueles para os quais a grande mídia não volta seus holofotes, mas que têm, sim, desejo de se expressarem. Portanto, esse desejo só se justifica se for o mais autoral possível – e não necessariamente original.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, originalidade não é a questão, porque nossa condição histórica não o permite... (e isso é assunto para mais tarde). A autoria talvez seja apenas uma forma de apresentação que diferencie o genuíno do plágio. Mas, às vistas de um evento em que se degusta mais de 10 bandas por noite, é possível visualizar, com certa imprecisão e parcialidade, somente uma parte dessa questão. Assimila-se o que, à primeira vista, se destaca. O resto será engolido pela distância no tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem sempre a lembrança será regulada pelo prazer, e sim pelo seu oposto. “Chapéu, cervejas e frustrações”, primeira apresentação da noite de sábado, não esconde o seu propósito. O protagonista Pablo Kossa, figurinha carimbada na cena, veio mesmo para incomodar: chapéu e botas country, correntinha e apito pendurados ao cós da calça, pochette e óculos ray ban, dizendo “eu sou mais rock’n roll que você”. Não contente com o protesto, ensaiou uma batucada no bar Karuá e a Bananada anti-pecuária abrigou o protesto anti-rock.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras vezes a lembrança é ditada pelo público. Há dois anos a proposta da Bananada é trazer como atrações principais três bandas goianas para fecharem as noites. Mas entre os infernais “Born a Lion” e os goianos do “MQN”, que botaram o Martin abaixo, o teatro ficou relativamente vazio no show dos “Trissônicos”. Talvez a proposta seja se contrapor à chave de ouro parnasiana, que figura em uma de suas letras – bem compostas, diga-se de passagem: “Parnasiana de corpo e alma / Viola-me dizendo ‘sim!’ / E se pedes minha caneta / Tu escreverias ‘fim!’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlWd0aMvxjI/AAAAAAAAACk/DEHse-w2_nU/s1600-h/bananada+-+mezatrio.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068130479386904114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlWd0aMvxjI/AAAAAAAAACk/DEHse-w2_nU/s200/bananada%2B-%2Bmezatrio.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Já os festejados mineiros do “Udora” me parecem prontinhos para ser engolidos pela indústria fonográfica: letrinhas de amor pouco elaboradas e refrões bem marcados (“Por que não tentar de novo? / Já não tenho nada a perder”). “Mezatrio” (foto), no entanto, nos faria um bem imenso se fosse tragada pelo consumo: lá do Amazonas pudemos deliciar música bem feita e inteligente, cuja “lembrança venturosa” de “Los Hermanos” – como sintetizou meu amigo Guga Valente – em nada compromete a relevância da banda, que depois de três anos de formação já procura, com êxito, novos caminhos e experimentalismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, a “Valentina” vai indo... sobrevivendo com uma breve melhora do vocalista Rodrigo Feoli, que começa a administrar suas limitações vocais, caminho que o “Violins” já aprendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a Bananada é mesmo uma vitrine do rock! Trampolim para o circuito alternativo nacional. Dentre outros motivos, porque conta com uma aparelhagem e técnicos de som invejáveis. Sabendo que os menores ruídos serão ouvidos, os músicos capricham na apresentação. Se for ruim, será péssimo. Daí muitas bandas poderem ser lembradas pelo “redondismo” de seu som, como “The Envy Hearts”, nossos conterrâneos, e “2 Fuzz”, do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;texto: suene honorato&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fotos: marcelo brice e éveri sirac&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-5639597919297210960?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/5639597919297210960/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=5639597919297210960' title='14 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/5639597919297210960'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/5639597919297210960'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/05/bananada-2007-noite-de-sbado-o-martin.html' title='Bananada 2007 – Noite de Sábado'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlWjg6MvxlI/AAAAAAAAAC0/B4U86_XyuNY/s72-c/bananada.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>14</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-9009277004735581382</id><published>2007-05-22T18:44:00.000-03:00</published><updated>2007-05-22T18:53:57.784-03:00</updated><title type='text'>Circuito Fora do Eixo abre inscrições do compacto.REC</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlNmaaMvxXI/AAAAAAAAABE/ifvTzJAlKdE/s1600-h/compactoREC.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlNmaaMvxXI/AAAAAAAAABE/ifvTzJAlKdE/s400/compactoREC.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5067506609617356146" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;h2&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h2&gt;                                                         &lt;div class="blogPost"&gt; &lt;div style="text-align: center;"&gt; &lt;em&gt;Projeto compacto.rec une mais de 30 páginas brasileiras para lançamento de compactos virtuais. Inscrições começam no próximo domingo &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Circuito Fora do Eixo lançou nesta terça, dia 22 de maio, mais um de seus softwares livres, desta vez, englobando os setores de comunicação e distribuição. Trata-se do projeto compacto.rec , que tem como meta a distribuição de singles virtuais via rede de sites integrados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A proposta tem como objetivo ampliar o diálogo entre os veículos de comunicação independentes especializados em música no país, experimentando o modelo de trabalho em bloco. Neste caso, focando na distribuição de produtos da cena independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O modelo também propõe ofertar às bandas mais um código fonte de divulgação de seus trabalhos via internet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, trinta e sete sites já estão integrados à ação. Em sua maioria, são veículos de comunicação de pólos fora do eixo já estabelecidos no país. Por exemplo, Roraima, Amapá, Acre e Rondônia, que ingressaram, respectivamente, com seus Roraima Rock, Coletivo Palafita, Grito Acreano e Vilhena Rock Zine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É notória a importância do papel da produção na base do desenvolvimento de trabalhos na área cultural. A comunicação, no entanto, além de seu papel de difusão, é responsável pelo estabelecimento de hiperlinks (interligações) entre agentes atuantes na cadeia produtiva, e possibilita a discussão e a melhora de processos estabelecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vê-se que em muitas partes do cenário independente brasileiro há o desenvolvimento prioritário de apenas uma plataforma de trabalho, no caso, a de produção. A idéia é que, através do projeto, os agentes possam articular e desenvolver produção e divulgação, duas ferramentas fundamentais para integração ao cenário em seu aspecto macro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até agora, o Fora do Eixo já conta na rede com produtores, bandas e comunicadores indies de dezessete estados do país. Entre seus feitos, constam a realização do Festival Grito Rock Brasil - ocorrido simultaneamente em vinte cidades durante o Carnaval – e o Festival Fora do Eixo, que levou a sete casas de shows de São Paulo dezenove bandas de diversos estados. Agora, a rede de trabalho lança o compacto.rec.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Compacto.REC &lt;/strong&gt;- compacto.rec é uma nova oportunidade para bandas e artistas do Brasil inteiro na divulgação de seus trabalhos. Nada de concursos mirabolantes ou coisas do gênero. Serão mais de trinta páginas de vários lugares do Brasil lançando quinzenalmente um mesmo compacto virtual. O visitante de cada um desses diferentes sites terá músicas, imagens (que servirão como capas e encartes para esses singles) e informações sobre as bandas e artistas. Com isso, caem barreiras geográficas, como só a internet possibilita, e de gênero, como a internet nem sempre estimula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Edital&lt;/strong&gt; - Para participar, a banda/músico deve ter pelo menos três músicas gravadas e ser necessariamente associada a um selo independente. O compacto inscrito por cada banda deve ter no mínimo duas faixas e no máximo três. Junto aos fonogramas, a banda deve enviar o encarte do compacto, mais releases da banda e do material enviado, duas fotos e as letras de cada uma das faixas inscritas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devem constar no histórico, projetos que a banda já tenha desenvolvido e/ou participado em prol do desenvolvimento da cadeia produtiva de sua cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto ao material da inscrição, a banda/músico deve enviar informações para contato, como endereço de e-mail, telefone e endereço físico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O material será avaliado por uma curadoria constituída de produtores e jornalistas culturais. Entre eles, estarão representadas as cinco regiões brasileiras, todas integradas ao Circuito Fora do Eixo. Participarão, entre outros, Anderson Foca (Dosol Produções - RN), Daniel Zen (Catraia Records - AC), Marcelo Domingues (Braço Direito Produções - PR), Pablo Capilé (Espaço Cubo - MT) e Pablo Kossa (Fósforo Records - GO).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ordem dos lançamentos será definida conforme apontamentos da comissão curadora e a relação de selecionados será divulgada nos dia 01 de cada mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, onze projetos serão selecionados para serem lançados entre os dias 01 de julho e 01 de dezembro. Ao final do projeto, um COMPACTO GERAL com uma música de cada será lançado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A divulgação dos selecionados acontecerá entre os meses de julho e dezembro, nos dias 01 e 15 de cada mês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;RESULTADOS&lt;/strong&gt; - Os projetos selecionados serão divulgados quinzenalmente em todos os sites integrados à ação. Cada um dos selecionados terá um kit de divulgação contendo newsletters, banner e teaser. Os fonogramas estarão disponíveis para download nos sites integrados ao compacto.rec. Ao final do projeto, um COMPACTO GERAL será lançado no dia 15 de dezembro, contendo uma faixa de cada uma das bandas/artistas selecionadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;INSCRIÇÕES &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;A partir do dia 22/05&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas pelo endereço compactorec@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;EDITAL&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.compactorec.blogger.com.br/edital.htm"&gt;Leia o edital do projeto&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;REALIZADORES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; A Obra (BH) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.acessepiaui.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Acesse Piauí (PI)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.belrock.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Bel Rock (PA) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.casadodemo.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Casa do Demo (GO)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.cidadaodomundo.org.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nCidadão do Mundo (São Caetano-SP) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.cinnamon.art.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nCinnamon (RJ) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.coletivopalafita.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nColetivo Palafita (AP)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.cufamt.org.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nCUFA MT (MT)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#003300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://cufasinop.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#003300\"\&gt;\nCUFA SINOP (MT)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.dosol.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nDosol (RN) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Cidadão do Mundo (São Caetano-SP) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.cinnamon.art.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Cinnamon (RJ) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.coletivopalafita.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Coletivo Palafita (AP)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.cufamt.org.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; CUFA MT (MT)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);" lang="EN-US"&gt;&lt;a href="http://cufasinop.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt; CUFA SINOP (MT)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.dosol.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Dosol (RN) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.dynamite.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nDynamite (SP)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.engenho.art.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nEngenho Musical (Jaú-SP)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.escarnio.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nEscárnio e Osso (SP)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.espacocubo.blogger.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nEspaço Cubo (MT)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.fanrock.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nFan Rock (RO) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.dynamite.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Dynamite (SP)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.engenho.art.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Engenho Musical (Jaú-SP)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.escarnio.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Escárnio e Osso (SP)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.espacocubo.blogger.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Espaço Cubo (MT)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.fanrock.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; Fan Rock (RO) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003ca href\u003d\"http://www.fosfororecords.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nFósforo Records (GO)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.goianiarocknews.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nGoiânia Rock News (GO)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://gritoacreano.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nGrito Acreano (AC)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.hellcity.blogger.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nHell City (MT)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.loaded-e-zine.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nLoaded-Ezine (SP)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;a href="http://www.fosfororecords.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; Fósforo Records (GO)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.goianiarocknews.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; Goiânia Rock News (GO)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://gritoacreano.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; Grito Acreano (AC)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.hellcity.blogger.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; Hell City (MT)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.loaded-e-zine.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; Loaded-Ezine (SP)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan lang\u003d\"EN-US\" style\u003d\"color:#333300\"\&gt; \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.nafigueiredo.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nNa Figueiredo (PA) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://gritodoinimigo.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nO Grito do Inimigo (GO) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://oportenho.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nO Portenho (MS) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.portalcultura.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nPortal Cultura (PA)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#003300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.programagaragem.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#003300\"\&gt;\nPrograma Garagem\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt; (PR)\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);" lang="EN-US"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.nafigueiredo.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Na Figueiredo (PA) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://gritodoinimigo.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; O Grito do Inimigo (GO) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://oportenho.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; O Portenho (MS) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.portalcultura.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Portal Cultura (PA)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.programagaragem.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt; Programa Garagem&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; (PR)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cspan style\u003d\"color:#003300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.radiomidia.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#003300\"\&gt;\nReator Rádio Mídia\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt; (GO) \u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.rockfeminino.org.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nRock Feminino (Rio Claro-SP)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.rockpotiguar.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nRock Potiguar (RN) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.rockspot.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nRockspot (São Carlos/ Araraquara/Ibitinga-SP)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.roquenroubeibe.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nRoquenrol Beibe (PA)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.roraimarock.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.radiomidia.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 51, 0);"&gt; Reator Rádio Mídia&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; (GO) &lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.rockfeminino.org.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Rock Feminino (Rio Claro-SP)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.rockpotiguar.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Rock Potiguar (RN) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.rockspot.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Rockspot (São Carlos/ Araraquara/Ibitinga-SP)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.roquenroubeibe.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Roquenrol Beibe (PA)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.roraimarock.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;script&gt;&lt;!-- D(["mb","\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nRoraima Rock (RR)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.underfloripa.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nUnder Floripa (SC) \u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.urbanaque.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nUrbanaque (SP)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://vilhenarockzine.blogspot.com/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nVilhena Rock Zine (RO)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.toputo.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;\nTo Puto (SC)\u003c/span\&gt;\u003c/a\&gt;\u003ca href\u003d\"http://www.aobra.com.br/\" target\u003d\"_blank\" onclick\u003d\"return top.js.OpenExtLink(window,event,this)\"\&gt; \u003c/a\&gt;\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp style\u003d\"margin:0cm 0cm 0pt;line-height:150%\" align\u003d\"center\"\&gt;\u003cspan style\u003d\"color:#333300\"\&gt;Tum Tum Produção (AM)\u003c/span\&gt;\u003c/p\&gt;\n\u003cp align\u003d\"center\"\&gt; \u003c/p\&gt;\u003c/blockquote\&gt;\u003c/td\&gt;\u003c/tr\&gt;\n\u003ctr\&gt;\n\u003ctd bgcolor\u003d\"#006600\"\&gt;\n\u003cp\&gt; \u003c/p\&gt;\n\u003cdiv align\u003d\"center\"\&gt;\n\u003cp\&gt;\u003cimg height\u003d\"78\" src\u003d\"/mail/?realattid\u003d0.2&amp;attid\u003d0.1&amp;disp\u003demb&amp;view\u003datt&amp;th\u003d112b590a4677a0af\" width\u003d\"80\"\&gt;",1] );  //--&gt;&lt;/script&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Roraima Rock (RR)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.underfloripa.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Under Floripa (SC) &lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.urbanaque.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Urbanaque (SP)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://vilhenarockzine.blogspot.com/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; Vilhena Rock Zine (RO)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;&lt;a href="http://www.toputo.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt; To Puto (SC)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.aobra.com.br/" target="_blank" onclick="return top.js.OpenExtLink(window,event,this)"&gt; &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0pt; line-height: 150%;" align="center"&gt;&lt;span style="color: rgb(51, 51, 0);"&gt;Tum Tum Produção (AM)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-9009277004735581382?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/9009277004735581382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=9009277004735581382' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/9009277004735581382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/9009277004735581382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/05/circuito-fora-do-eixo-abre-inscries-do_22.html' title='Circuito Fora do Eixo abre inscrições do compacto.REC'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RlNmaaMvxXI/AAAAAAAAABE/ifvTzJAlKdE/s72-c/compactoREC.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-8812867603777300755</id><published>2007-05-16T01:20:00.000-03:00</published><updated>2007-05-16T01:26:04.103-03:00</updated><title type='text'>21° edição do zine Demo Cognítio no Bananada 2007!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s1600-h/manuscrito.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5065009893588583778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É isso mesmo amigos do Demo! O lançamento da 21° edição do fanzine literário Demo Cognítio, que conta com uma das maiores distribuições do país, será realizado no Bananada 2007! Como nas ultimas duas edições teremos 4000 exemplares circulando por todos os ambientes culturais a nosso alcance. Você que simpatiza pelo projeto passa lá na banquinha dos impressos, que honraremos ao lado da revista Voodoo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abrigaremos aqui no blog uma cobertura, realizada por alguns componentes do zine, do Bananada 2007.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O Demo Cognítio é um zine literário produzido em Goiânia de forma completamente independente, com tiragem de 4000 exemplares por edição, distribuição gratuita e com uma periodicidade imprevisível. Ao longo de 7 anos de publicação já foram lançadas 20 edições.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;p.s.: esse aí o desenho que ilustra a próxima capa! autoria: marcos roberto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;p.s2.: postarei aqui algumas notas do que chamaremos de mutatis virtual. notas produzidas para o zine impresso, mas que por ocasião do espaço tiveram o mundo virtual como destino.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-8812867603777300755?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/8812867603777300755/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=8812867603777300755' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8812867603777300755'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8812867603777300755'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/05/21-edio-do-zine-demo-cogntio-no.html' title='21° edição do zine Demo Cognítio no Bananada 2007!'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s72-c/manuscrito.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-950996963163029896</id><published>2007-04-21T21:04:00.000-03:00</published><updated>2007-04-21T21:30:03.729-03:00</updated><title type='text'>O Calvário dos Ateus</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Riqombwx9CI/AAAAAAAAAA0/guMGOIooy_o/s1600-h/papa.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5056038909917656098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Riqombwx9CI/AAAAAAAAAA0/guMGOIooy_o/s320/papa.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; "O papa deve ser ateu! Impossível homem tão culto e crédulo"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;“A religião é vista pelas pessoas comuns como verdadeira, pelos inteligentes como falsa, e pelos governantes como útil.”&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Sêneca&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esqueçam as revoltantes estatísticas sobre pobreza, racismo e gays assassinados. A verdade é que a minoria que mais sofre preconceito no mundo é a dos ateus. É claro que será muito fácil para os politicamente corretos de plantão me acusar de fascista e insensível diante desta declaração, que é obviamente retórica e auto-indulgente, aspectos que eu não apenas admito como faço questão de sublinhar. Contudo, apesar disto, a realidade estranhamente depõe a meu favor. Obviamente não falo de intolerância de Estado, já que legalmente a legislação brasileira dá ao cidadão o direito de crer ou de não crer. Não se trata disto. Antes de qualquer coisa é preciso levar em conta o fato de que este preconceito é do tipo branco, indolor, pois o ateísmo é um fenômeno fundamentalmente observado entre os ricos e a classe média letrada. Pessoas que em princípio independem deste pequeno detalhe de suas personalidades para conseguir sobreviver. O que não significa que não serão de algum modo discriminados, marginalizados, desdenhados ou meramente malvistos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas coisas são obvias, mas somente se tornam visíveis quando ditas por um nome respeitável. Em uma entrevista para a revista Veja, realizada em 2003, Salman Rushdie, o bom escritor anglo-indiano que infelizmente se tornou mundialmente conhecido não por seus livros e sim através de sua condenação a morte (fatwa) pelo regime teocrático fundamentalista islâmico do Irã, em 1989, falou sobre o problema. Disse que: “a linguagem da religião é uma linguagem de absolutos que, mais cedo ou mais tarde, levam à estigmatização de grupos. Como o grupo dos ateus, por exemplo”. Em seguida cita estatísticas. Segundo Rushdie, um grande jornal, cujo nome não mencionou, durante uma recente eleição presidencial norte-americana, realizou uma pesquisa em que perguntavam em quais candidatos das chamadas minorias os eleitores aceitariam votar. O resultado foi sintomático. De modo geral as pessoas não se oporiam a candidatos negros, homossexuais ou a mulheres. Mas quando perguntadas se votariam em um ateu a grande maioria, mais de cinqüenta por cento, disseram que não. Não votariam de forma alguma, independentemente de suas outras qualidades morais ou profissionais. Em resumo, concluiu Rushdie, “você é inelegível se duvidar da existência de Deus”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos um caso doméstico clássico. A vítima foi o ex-presidente da república Fernando Henrique Cardoso. Ele, então senador, em 1985, disputava à prefeitura de São Paulo. As vésperas do pleito participou de um debate na televisão no qual o jornalista Boris Casoy lhe perguntou se acreditava em Deus. Ficou tão embaraçado que falou, falou, falou (nhêm, nhêm, nhêm!) e acabou não respondendo. Chegou a chamar Casoy de “deputado”, tamanho foi o mal-estar provocado pela pergunta capciosa. Seus rodeios acabaram sendo interpretados, corretamente sem dúvida, como um envergonhado NÃO. O resultado foi desastroso. Seu nome despencou nas pesquisas de intenção de voto. O até então candidato favorito, alçado a condição de herege, perdeu a eleição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente FHC viu-se, literalmente, entre a cruz e a espada. Sendo um intelectual respeitado, de sólida formação materialista, um “sim” soaria como hipocrisia vergonhosa; sobretudo entre seus pares da academia. Por outro lado um “não” seco seria um suicídio eleitoral diante da grande massa votante que não sabe separar fé de ética, moral, honestidade, senso de justiça etc. Porém, como sabidamente os brasileiros não têm memória, sua malhação não durou muito. Tempos depois venceu duas eleições seguidas para presidência. Nestes pleitos os debates sobre questões religiosas foram estrategicamente ignorados. Mais do que isto, a lição foi tão bem assimilada que em diversos momentos de seus mandatos foi visto em pública agradecendo a Deus. Não se tem noticia de conversão. Isto é política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não interessa aqui discutir se Deus existe ou não. Algumas das mentes mais brilhantes que já pisaram no planeta, como Kant e Descartes, gastaram muita tinta, tempo e neurônios tentando provar sua existência pela lógica. Sem sucesso. Os resultados obtidos foram bastante questionáveis, para dizer o mínimo. Variaram entre dogmatismo disfarçado, especulação questionável ou retórica pura. Ainda hoje, volta e meia, aparecem alguns aventureiros com igual objetivo. Ostentando títulos de Phd e ancorados em termos técnicos da física, da química e da biologia, apenas defendem seus credos pessoais, fingindo que fazem ciência. Deturpam, manipulam e relativisam tudo. Costumam inclusive citar uns aos outros, como forma de se confirmarem mutuamente. Fazem isto como se todos fossem nomes respeitáveis da comunidade científica. Não por acaso a mesma estratégia é usada por ufólogos e caçadores de monstros, como o Pé Grande e a Nessie. Suas teses, apesar de algumas vezes serem charmosas, são frágeis como castelos de cartas. Quimeras com verniz de cultura. Mera falácia para impressionar ingênuos que acreditam que os deuses eram astronautas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de muitos anti-iluministas resistirem, este debate já está superado. A ciência materialista do século XIX matou Deus e ponto final. Como bem escreveu Nietzsche, um de seus mais notórios assassinos, no aforismo 132 de seu A Gaia Ciência: “Agora é nosso gosto que decide contra o cristianismo, não mais os argumentos”. Por minha conta estendo do cristianismo para todo e qualquer outro credo. Ou seja: acredite se quiser, se lhe faz bem. Ninguém pode ser criticado por isto. A religião, ou simplesmente a fé, é vital para sustentação da ética e da moral de muitas pessoas. Mas que se saiba que nada mais sustenta tal crença. Gott ist tot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se deve olhar para o mundo e, para entendê-lo, perguntar: Deus criou tudo isto? Não. Deve-se partir do nada e, pela soma da observação e da experiência, criar um modelo. Um modelo não fixo. Se Deus entrar, ótimo; se não entrar, paciência. No modelo do mundo antigo os deuses entravam. No modelo medieval, Deus é a própria razão de ser do modelo. No modelo atual, Deus não tem lugar. E ainda que nem todos os fenômenos físicos sejam ainda plenamente explicáveis em sua completude, a porcentagem que já temos permite deduzir que para tudo deve haver resposta, sem precisar apelar para o místico. Portanto, não se trata de provar se Deus existe ou não existe. O fato é que Ele não é mais necessário. Se estiver escondido, está tão bem escondido que não restaram vestígios. Assim sendo, a rigor, por exclusão, não existe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fique claro que esta conclusão não é apenas casmurrice dos ateus. Todos nós adoraríamos se um ser tão fascinante de fato existisse. Não haveria tema mais interessante. Ocuparia todos os esforços de nossa ciência, filosofia e literatura. Ficaríamos felizes em gastar todos os anos de nossas vidas mortais em tentativas, talvez inúteis, de compreender tal presença imortal. Infelizmente não é o caso. Temos que nos contentar em pesquisar e refletir sobre os pífios assuntos mundanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apenas para ilustrar, diz-se que certa vez perguntaram a Simone de Beauvoir como era possível que uma mulher como ela, que teve esmerada criação catequética na infância, se convertesse ao ateísmo. A filósofa respondeu tranqüilamente que “poderia acreditar, mas que preferia se ater a verdade”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é, obviamente, uma verdade difícil de se aceitar. É preciso compreender que não é fácil para as pessoas jogarem séculos e séculos de tradição religiosa no lixo. A maioria, compreensivamente, sequer pensa sobre o assunto. Para aqueles que pensam, mas que relutam em levar tal reflexão as últimas conseqüências, o caminho obvio é criar subterfúgios teóricos. Neste sentido, depois da onda materialista ateia do século XIX, ao longo do híbrido século XX, tornou-se moda entre os intelectuais declararem-se agnósticas. Esta palavra significa em grego algo como “sem conhecimento” e foi popularizada, a partir de 1869, pelo biólogo inglês Thomas Huxley, grande amigo de Darwin, quando o debate sobre o evolucionismo estava em seu auge. O agnóstico, ao contrário do ateu, não nega a existência de forças transcendentes agindo no universo. Prefere resguardar-se em uma diplomática posição de neutralidade. Não aposta em nenhum dos lados, mas a rigor nada o impede de acreditar e vez ou outra dar uma “rezadinha”. A madrinha honorária desta tribo é a quase cética e católica praticante agente Dana Scully, do seriado Arquivo X.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rigor poucos cientistas, pensadores ou artistas se declaram ateus convictos. Boa parte dos letrados prefere se designar como agnóstico. Muitos são declaradamente crédulos. Estes conseguem, de alguma forma misteriosa, separar sua crença de origem (geralmente familiar) de sua formação cultural pragmática. Conheço muitas pessoas assim. Algumas possuidoras de inteligência rara. Eu, pessoalmente, não compreendo esta perspectiva. Enquanto historiador não posso conceber que “primeiro Deus criou os Céus e a Terra”... e depois aconteceu a Revolução Francesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seja como for, o alívio proporcionado pelo agnosticismo se espalha. Portanto é falsa a impressão que dá certas pesquisas feitas atualmente que apontam para um número crescente de descrestes. Até acredito que de fato tenha aumentado. Contudo, uma analise mais apurada revela que estas estatísticas se referem basicamente a pessoas que não freqüentam nenhum culto em particular, ou com regularidade, mas que se forem indagadas sobre a existência de Deus diriam algo como: “não acredito em religiões, mas creio que existam forças acima de nós”. Não raro falam de um “Deus pessoal”, livre de dogmas. Um quase panteísmo. Nestes casos filosofias orientais, psicanálise, gurus místicos ou ícones pacifistas fazem às vezes de tampão religioso. Suprem a ancestral necessidade do místico do ser humano, temperada com certo tom, às vezes falso, de cultura erudita. Não por acaso há muito que John Lennon deixou de ser um grande músico para ser um constrangedor mártir. Gandhi é admirado por gente que coloca na segunda-feira uma camiseta com sua imagem, na terça-feira uma com Che Guevara e na quarta-feira uma do maconheiro gente-boa Bob Marley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo semelhante temos os espíritas (normalmente ótimas pessoas), que ainda insistem em defender suas crenças anacrônicas, derrubadas há tempos pela psicologia e pela parapsicologia séria. Continuam defendendo a existência de um quase cômico e ultra-burocrático mundo superior com o épico epíteto de que professam um culto que é ao mesmo tempo ciência, filosofia e fé. Ciência não é. Falta lógica para ser filosofia. Portanto, só sobra fé. Mas somente “fé” não basta para alimentar a vocação positivista típica do espiritismo, fundamentada na busca por uma religião científica e racional, e seguem se alienando. Em certo sentido o espiritismo, apesar de ser a-histórico e ao mesmo tempo justamente por ser a-histórico, é a religião pós-moderna por definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é neste mundo, basicamente gnóstico ou agnóstico, que o ateísmo ainda causa estranheza. Desconfiança que faz parte de nossa tradição ocidental. Vêm de suas bases. Sócrates foi condenado à morte porque, dentre outras coisas, divulgava publicamente sua não-crença nos deuses tradicionais gregos. Durante a Revolução Francesa, que defendia o culto da Deusa Razão, contraditoriamente o ateísmo foi perseguido. Era considerado coisa de aristocrata libertino. Ateísmo e amoralidade tornaram-se desde então sinônimos. Na mentalidade popular um ateu é capaz de fazer qualquer coisa, pois não tem freio moral. Afinal, pensou equivocadamente Dostoievski, na frase que de tão citada tornou-se um clichê, e que me vejo obrigado a repetir: “se Deus não existe, tudo é permitido”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta pecha persiste abertamente ainda hoje. Dou um exemplo prático. Soube que durante um curso de formação de policiais, recentemente aplicado, os professores fomentaram um debate bastante interessante. Tudo partiu de um daqueles exercícios em que os alunos devem escolher em um grupo de doze pessoas, seis que ficariam protegidas em um abrigo durante um ataque nuclear. O que me chamou a atenção, vendo a folha com o enunciado, foi que dentre os personagens descritos havia um “monstro infernal” definido da seguinte forma: “um ateu, com 20 anos de idade, autor de vários assassinatos”. Apenas isto, mais nada. Ao contrário dos outros tipos descritos, ele não tinha nenhuma qualidade positiva ou mesmo um outro defeito. Era apenas e tão somente “um ateu, com 20 anos de idade, autor de vários assassinatos”. Portanto, ao contrário de seus onze companheiros, todos dotados de prós e contras, o tal indivíduo não tinha nenhuma chance de ser escolhido para entrar no abrigo nuclear. Somente um louco levaria para o convívio de cinco inocentes “um ateu, autor de vários assassinatos”, tenha ele 20, 10 ou 90 anos. Não têm nada de sutil nisto. Obviamente sua condição de assassino estaria, segundo os elaboradores do exercício, diretamente relacionada com sua condição de ateu. Impossível interpretar de outra forma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta visão simplista do fenômeno do ateísmo é dominante socialmente. O não-crer em Deus é quase sempre relacionado com algum tipo de simpatia pelo satânico, pelo criminoso, pelo sujo. Raramente ocorre ao crente que o ateu simplesmente não acredita em um mundo dividido em bem e mal. Para ele, portanto, Deus e Demônio são entidades simbólicas igualmente inexistentes. Na lógica tacanha deste pré-conceito o materialismo torna-se por si só um tipo de falha de caráter. Seria como se faltasse algo importante na personalidade do ateu. Não poucas vezes tachado como alguém insensível, que não vê graça na vida. Quase um zumbi vagando pelo mundo. O velho rótulo “existencialista de botequim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No romance Contato, do astrônomo Carl Sagan, existe um exemplo muito interessante deste pré-conceito. É fantasioso, mas eloqüente. Ao organizar uma missão espacial que deveria produzir o primeiro contato de seres humanos com extraterrestres, o governo norte-americano, representado por uma comissão do Congresso, descarta o nome da pessoa tecnicamente mais indicada pela simples razão de que ela não acredita em Deus. Segundo os membros da comissão seria importante que o representante da Terra pudesse refletir as crenças espirituais dos habitantes de seu planeta no suposto encontro intergaláctico. Como se existisse em nosso belicoso globo azul apenas uma crença. Existe uma infinidade. Que lutam entre si ou eventualmente se suportam, mas que se juntam na perplexidade quando se deparam com o fato de que alguns não precisam do transcendente para viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando isto ocorre é comum que sofistas religiosos, ou mesmo da turma dos agnósticos, comecem a colocar palavras na boca dos descrentes, como se eles secretamente tivessem fé, sem sequer saberem disto. É preciso mostrar que não se vive sem crer de algum modo no sobrenatural, ainda que à força. Assim, digamos, a frase “Deus não joga dados”, de Einstein, toma um sentido religioso que nunca teve. A sentença “a mente de Deus”, que Stephen Hawking colocou no final de seu Uma Breve História do Tempo, ganha sentido literal. O “mais luz, mais luz”, que Goethe teria pronunciado em seu leito de morte, se torna um encontro com anjos. E por aí vai. E mesmo quando a estratégia de manipulação retórica falha sempre existe a possibilidade de fazer de posições políticas ou perspectivas artísticas, “substitutos ilusórios” para a fé reprimida que as aberrações ambulantes que adotaram o ateísmo necessariamente ocultam nos recantos mais íntimos de seus corações. Neste sentido, não conheço nada mais absurdo do que ler ou ouvir certos mentecaptos tentando nos convencer de que, por exemplo, os ataques de Nietzsche à religião não passavam na verdade de explosões de fé reprimida de uma ovelha desgarrada. Uma espécie de tara psicótico-religiosa. Nietzsche era uma criatura problemática, certamente megalomaníaco e esquizofrênico, mas em nenhuma hipótese poderia ser apontado como um carola em pele de lobo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino que não exista ateu que não tenha ouvido pelo menos uma vez as famosas perguntas: “mas você não sente falta de acreditar em alguma coisa?” ou “como pode existir um universo tão perfeito sem ter sido criado por Deus?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar uma perspectiva verdadeiramente humanista de nossa condição de mortais não precisa supor a existência de uma entidade toda poderosa para premiar ou castigar o ser humano na pós-morte, por seus atos em vida. Tampouco para observá-lo ou ser seu amigo, como alguns parecem entendê-lo. A moral social e a ética pessoal, independentemente de suas raízes culturais, devem estar sempre acima de crenças místicas. Diferente do que imagina o senso comum, não se perde nada por não se acreditar. Ao contrário, ganhá-se. Uma vida bem vivida, e vivida com justiça, na Terra é muito mais interessante e potencialmente proveitosa, tanto individualmente quanto no coletivo, do que passar pela existência como que em transito, esperando uma outra vida no além. A consciência de finitude não leva necessariamente ao hedonismo desregrado. Levaria se não fossemos racionais. Quero acreditar que pelo menos alguns de nós somos. Se Deus não existe, grande Dostoievski, nem tudo é permitido. Afinal, em nossa solitária evolução antropóide inventamos algumas coisinhas como Código Penal, Leis de Transito, Etiqueta, SPC, Regra do Impedimento etc, etc e etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, o Universo físico não é tão harmonioso assim. Quanto à civilização humana nem é preciso dizer. Em uma perspectiva bem maior é preciso reconhecer que a Lei da Gravidade, que faz os planetas girarem lindamente, não impede verdadeiros cataclismas cósmicos. O telescópio Hubble mostra um Universo violento, repleto de choques de estrelas, explosões e mais explosões. É fácil ver uma foto do Hubble é achá-la bela. A questão é que nós aqui na Terra somos tão ínfimos em relação ao todo que percebemos esta imensa desordem cósmica como beleza e não como o caos que realmente é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pessoalmente considero o ateísmo como uma grande conquista intelectual do homem moderno. Improvável há somente alguns séculos. Impensável durante a Idade Média. Não acho que algum dia se torne dominante, tampouco que acabe. Será sempre uma espécie de clube fechado, para poucos. Infelizmente. Mas não há do que reclamar. Ironicamente quem sofre preconceito por ser ateu costuma se orgulhar disto. Não se sente vítima de danosas e ofensivas pretensas noções de superioridade baseadas em condições étnicas, econômicas ou sexuais, e sim meramente incomodado pela ignorância e/ou inocência alheia. Uma ignorância / inocência muitas vezes digna de pena e outras simplesmente indignas de atenção. E é justo que seja assim. No mínimo, diferente dos crédulos, podemos dizer com orgulho que ateus não fazem guerra santa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Ademir Luiz&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-950996963163029896?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/950996963163029896/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=950996963163029896' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/950996963163029896'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/950996963163029896'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/04/o-calvrio-dos-ateus.html' title='O Calvário dos Ateus'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_IEDPisq9ow8/Riqombwx9CI/AAAAAAAAAA0/guMGOIooy_o/s72-c/papa.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-7179422599068893124</id><published>2007-04-16T12:03:00.000-03:00</published><updated>2007-04-16T23:08:23.342-03:00</updated><title type='text'>A noite em que João José ficou sem as palavras.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RiQrPF413oI/AAAAAAAAAAs/XzIETmDoZ1w/s1600-h/demo+renato+imagem.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5054212220095159938" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RiQrPF413oI/AAAAAAAAAAs/XzIETmDoZ1w/s320/demo+renato+imagem.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela chegou como um furacão. Ainda no sombrio corredor ao meu tudo bem disse que não. Mal esperou que eu a cumprimentasse com o habitual beijo no rosto e entrou de supetão. Perguntei sobre como foi a aula ela esquivou e começou a falar de outras coisas. Viu a escuridão no quarto. A luz que antes nos servia, agora clareava apenas os cadernos. - Tem alguém aí, ou você está sozinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou na cozinha. Bebeu toda a água que estava na geladeira. Guardou a garrafa assim mesmo, vazia. Não tardou e reclamou da sujeira que sempre esteve ali, mas até aquele dia não a tinha incomodado. Pegou uma faca suja que estava no balcão e a jogou na pia que extraordinariamente estava ainda com a louça do almoço por lavar. De alguma maneira ela se sentia bem vontade. Parecia que já tinha morado na casa, que nem aquela cena da babá quase perfeita. Já sabia onde guardo os copos, as facas e não hesita mais em comer me toda a granola do pote.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas porém contudo todavia, algo a incomodava. Estava inquieta. Não sabia se sentava na cadeira ou se ficava em pé. Se deixava a bolsa na mesa, ou se a mantinha no ombro. Tirava o óculos, colocava o óculos. E começou a entoar a ladainha. Dessa vez com alguma informação nova, mas que nem era tão nova assim. Um maldito recado tosco num fotolog qualquer a deixou se picando de raiva. Eu que já a algum tempo estou de saco cheio desse papo, não respondi nada. Fiquei quase inerte no sofá, olhando para o teto. Não tinha mesmo o que falar. Não adianta consertar, enfiei os dois pés na mesma jaca. Ela quis virar a psicóloga da noite, talvez se lembrou do semestre em que estudou psicologia. Sentou na cadeira querendo me entender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo desistiu;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se despediu, perguntei das minhas coisas e ela disse que as enviará uma por uma pelo Sedex. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Renato Mendes Rocha&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;a href="http://www.biocosmo.blogspot.com"&gt;www.biocosmo.blogspot.com&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-7179422599068893124?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/7179422599068893124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=7179422599068893124' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/7179422599068893124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/7179422599068893124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/04/noite-em-que-joo-jos-ficou-sem-as.html' title='A noite em que João José ficou sem as palavras.'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RiQrPF413oI/AAAAAAAAAAs/XzIETmDoZ1w/s72-c/demo+renato+imagem.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-4699464768330641564</id><published>2007-04-09T01:56:00.000-03:00</published><updated>2007-04-09T01:57:38.060-03:00</updated><title type='text'>O Demo convida com Actemia e Havoc, na Ziggy Box.</title><content type='html'>O Demo convida com Actemia e Havoc, na Ziggy Box.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novo projeto capitaneado pelo fanzine literário Demo Cognítio em parceria com Cauê Marcel. Nesse primeiro sábado se apresentam ACTEMIA e HAVOC. As duas bandas com repertório novo e se preparando pra entrar em estúdio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Discotecagem: Múcio e Jade; e também com Cauê e Manoel&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ziggy Box&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ingresso: 10 reais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado (14/04).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-4699464768330641564?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/4699464768330641564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=4699464768330641564' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/4699464768330641564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/4699464768330641564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/04/o-demo-convida-com-actemia-e-havoc-na.html' title='O Demo convida com Actemia e Havoc, na Ziggy Box.'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-1739578260772584418</id><published>2007-03-26T22:26:00.000-03:00</published><updated>2007-03-27T15:11:02.317-03:00</updated><title type='text'>Narrativa desencontrada sobre Borat, o filme inassitível</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RglcQ0XbTDI/AAAAAAAAAAU/E2EYG20eKNQ/s1600-h/borat.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RglcQ0XbTDI/AAAAAAAAAAU/E2EYG20eKNQ/s320/borat.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5046666301449915442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Sabe-se que mais um mega-cinema foi inaugurado &lt;st1:personname productid="em Goi￢nia. Ali￡s" st="on"&gt;em  Goiânia. Aliás&lt;/st1:personname&gt;, dessa vez o “mega” pretende mesmo fazer jus ao título, já que veio com pedigree. A outra mega – não assim como a primeira – empresa de telefonia comprou inteirinha uma noite da inauguração e convidou a todos os seus bem-tratados clientes para uma sessão exclusiva, com direito a acompanhante e pipoca. É claro que &lt;i style=""&gt;moi&lt;/i&gt; não deixaria de comparecer, afinal abateria alguns reais da minha conta telefônica.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;Pois bem, nos foram disponibilizados oito filmes, sobre os quais eu possuía pouca ou nenhuma informação. Optei por um tal “Borat” – palavra cuja imagem acústica me levou àqueles filmes poéticos, lentos, sensíveis, vindos do Oriente Médio. A impressão foi confirmada quando a moça da bilheteria, ao ser perguntada sobre o filme menos cotado da noite, respondeu que era esse mesmo.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Mas o que estava por vir, o destino que me aguardava era bem diferente do que minha bondosa imaginação fizera parecer. Deparei-me com um grotesco Mr. Bean do Cazaquistão. Socorro!!! Mais do que isso não posso dizer, a não ser que o moço vai parar nos Estados Unidos, onde pretende tirar sarro da civilização – se for possível imaginar a intenção de um filme como esse – e faz cocô no meio da rua. Grande piada! Até Crocodilo Dandy já tinha feito isso.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não tenho muito a me queixar, já que abandonei a sessão nos seus primeiros dez minutos. Nunca pensei que pudesse ser tão reconfortante sair da sala de cinema e respirar o shopping.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;suene honorato&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-1739578260772584418?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/1739578260772584418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=1739578260772584418' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/1739578260772584418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/1739578260772584418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/03/narrativa-desencontrada-sobre-borat-o.html' title='Narrativa desencontrada sobre Borat, o filme inassitível'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RglcQ0XbTDI/AAAAAAAAAAU/E2EYG20eKNQ/s72-c/borat.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-7449159886025510849</id><published>2007-02-28T22:34:00.000-03:00</published><updated>2007-03-11T16:12:36.146-03:00</updated><title type='text'>JUSTIÇA DO INFERNO</title><content type='html'>&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escancararam de vez os portões do inferno, onde antes se “molhavam” as patas do diabo carcereiro. Aproveitando a brecha legal do tamanho de um abismo, quero me confessar. Quando fui presidente mundial da Microsoft, desviei um bilhão em divisas eletrônicas. Como recomendou Chico Buarque, vou chamar o ladrão, invocar o cão, sua lei e meu direito de não ser punido, porque não ocupo tal cargo. No dia em que um político brasileiro se submeter à legalidade, serei dono da Coca Cola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Nelson Jobim foi presidente do STF, acatou pedido que inocenta cerca de 14.000 processados por corrupção, além dos futuros. Agora que é candidato a presidente de um partido, seus pares teriam regalias como: anistia de crimes ao deixar cargos públicos; necessidade de autorização legislativa para ser processados durante o mandato; fim da improbidade administrativa, dando lugar ao crime de responsabilidade, para o qual não há pena prevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de Collor desocupar a moita em 1992, a sociedade civil ensaiava sonegar impostos como protesto, se “elle” não fosse destituído. Completados 10 anos da cassação de seu mandato e direitos políticos, volta com Maluf e outros como Jader, candidato a “ganhar” a SUDENE. É a pior legislatura de todos os tempos, avalizada (?) por uma das Constituições mais avançadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a resposta de uma corte de ministros do Supremo às mazelas sociais. Um governante corrupto só poderia ser processado durante o próprio governo, com autorização do Legislativo e ainda assim sem nenhuma penalidade. Não seria preferível voltar ao estado animalesco? Onde passará férias Hildebrando Pascoal, deputado que esquartejava pessoas com uma moto-serra? Conterrâneos e-leitores e otários, Deus tenha piedade de nossa desinteligência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Penso que ninguém enxergou a gravidade da situação. Vou aplicar golpes na praça, afirmando ser vereador de uma cidade qualquer. Caso descoberto, direi que não ocupo mais o cargo, sendo no máximo enquadrado por falsidade ideológica. Mas disso não poderão culpar-me, já que me apresento como político, mas seria um ladrão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe ver se entendi a piada, ou se o palhaço sou eu. José Dirceu e Roberto Jefferson são cassados. Perdem direitos políticos por dez anos e o último se aposenta, assim como outro mensaleiro absolvido, José Janene. Todos praticaram crimes durante os mandatos, mas não podem mais ser processados. Logo são inocentados, recuperam direitos e estão livres para agir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história da humanidade não é só evolução. Vimos recentemente o abrandamento de penas por crimes hediondos. Regredimos à cena medieval, com uma criança arrastada por um carro. Agora nos consideram cidadãos de quinta categoria, como na Antiguidade, pois a lei tornará intocáveis os governantes, verdadeiros responsáveis por estas tragédias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual será amanhã a manchete nos jornais: “Corrupção deixa de ser ilegal”, “STF decreta fim da Improbidade Administrativa” ou “Brasil, mostra sua cara de pau”. A maioria do povo brasileiro é honesta, mas a minoritária classe governante não o representa neste quesito. Nossa democracia está se tornando uma bandidocracia.&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Gustavo Henrique Pessoa Chaves&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-7449159886025510849?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/7449159886025510849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=7449159886025510849' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/7449159886025510849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/7449159886025510849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/02/justia-do-inferno.html' title='JUSTIÇA DO INFERNO'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-8110855334731317069</id><published>2007-02-20T17:43:00.000-02:00</published><updated>2007-02-20T17:47:39.657-02:00</updated><title type='text'>Poste de luz</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;À noite que nos fulge o sono e o medo,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Acende a furna da noturna vida&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Um poste; bem no meio da avenida&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Ao qual acorda o sonho bem mais cedo,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto nos clareia algum segredo&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Na paz da inconsciência entristecida&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Produz o lume da emoção contida&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Na metafísica do transe quedo...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Assim como as estrelas a luz faz&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O Cosmo percorrê-las na ilusão&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;De nossos olhos sonolentos, mas&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Enquanto passa a luz glorificada,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Não passa de um simplório lampião&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Pairando na abstração da madrugada...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Marra Signoreli&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-8110855334731317069?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/8110855334731317069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=8110855334731317069' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8110855334731317069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8110855334731317069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/02/poste-de-luz.html' title='Poste de luz'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-8296150800257155081</id><published>2007-02-19T15:15:00.000-02:00</published><updated>2007-02-19T15:47:29.352-02:00</updated><title type='text'>O Pau Ambiental e o Rabo da Economia no Âmbito social</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Assim como Deus amava as almas dos corpos queimados nas fogueiras da inquisição, a economia ama os corpos que vendem suas almas ao Diabo e se metem a cometer arbitrariedades de todas as ordens, lançando para isso, mão de discursos economicamente progressistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Partindo da premissa de que até o Onipotente tem seus pontos fracos, decidi investigar as sensibilidades da ciência econômica. Ao apalpar esta gigantesca e disforme mania de nossa contemporaneidade, encontrei muitas partes inflexíveis, umas mais outras menos, mas uma em especial me chamou a atenção: o rabo (o cu), de onde sai os dejetos econômicos, quase sempre destinados a manutenção do pau na posição vertical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os poucos paus que se mantém de pé neste país, resolveram render uma homenagem a seus colegas que tombaram vitimados pela ausência do adubo econômico advindo do reto da economia, cujo calibre, abrange apenas pedaços da região amazônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como a boca da economia está sempre ocupada chupando dólares do cambio, o próprio câmbio e as bolsas escrotais dos grandes capitalistas, penso ser mais do que justo um alargamento deste cu; um alargamento em nível nacional para que tudo que for pau possa ser beneficiado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensando nisso os paus vivos reuniram os paus mortos e estão formando um cilindro, cujo raio vai, do Oiapoque ao Chuí e tem a altura de dez picos da neblina, para com este atacarem a parte mais sensível da economia, ou seja, o cu, para que ele se alargue e seus dejetos alcancem mesmo que de uma maneira raleada, uma maior extensão do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os paus estão enraivecidos e enrijecidos, a sociedade está eufórica pelo espetacular e a economia está, como sempre, muito preocupada em salvar o mundo, desatenta; não dá importância a este acontecimento que pretende ser um ARROMBO DISCOMUNAL no rabo desta que tanto nos oprime. Os paus que queimavam corpos na inquisição, as almas verdes vendidas ao Diabo, serão usados para fazer este grande consolo, cuja sucessiva penetração no rabo da economia pretende alargar-lhe a sensibilidade financiadora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;strong&gt;Ademir Castorino&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-8296150800257155081?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/8296150800257155081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=8296150800257155081' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8296150800257155081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/8296150800257155081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2007/02/o-pau-ambiental-e-o-rabo-da-economia-no.html' title='O Pau Ambiental e o Rabo da Economia no Âmbito social'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-116580532760751216</id><published>2006-12-11T00:44:00.000-02:00</published><updated>2006-12-12T17:05:54.383-02:00</updated><title type='text'>Soft Almodóvar</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O novo filme de Pedro Almodóvar, &lt;em&gt;Volver&lt;/em&gt;, retoma a graciosidade das narrativas bem contadas, baseadas em repetições temáticas que dão sentido ao destino das personagens. O enredo está centrado no universo feminino: Raimunda (Penélope Cruz) é uma mulher aparentemente comum, trabalha o dia todo e ao chegar em casa encontra o marido desempregado. No dia seguinte, a fatalidade: encontra o marido assassinado pela filha, que ele tentara molestar.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Trágico, muito trágico. Mas o Almodóvar de filmes como &lt;em&gt;De salto alto&lt;/em&gt; está um pouco diferente, como não poderia deixar de ser – é a trajetória natural da arte (e do mundo). Não nos fatos que compõem suas tramas, porque se identificam em &lt;em&gt;Volver&lt;/em&gt; os grandes temas do diretor; mas na direção em si, na forma de apresentação e no tratamento desses temas. Antes o trágico se mostrava nos seus filmes como o grotesco que afronta nossa moralidade; em &lt;em&gt;Volver&lt;/em&gt; ele só pode ser trágico se olhado fora do contexto. O assassinato do pai pela filha, por exemplo, não se transforma no centro das preocupações de Raimunda e não arruína a atmosfera do filme; ela o resolve da mesma maneira com que lida com outros problemas de sua vida: colocando-se à frente deles e encarando-os como uma tarefa doméstica. É assim que põe fim ao cadáver do marido: guarda-o num freezer, depois o enterra com a ajuda de uma prostituta da vizinhança à beira de um rio no caminho entre Madrid e a vila onde nasceu, e não se fala mais no caso.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aliás, esse assassinato parece ser um pretexto para as revelações que serão desencadeadas, e que amarram o enredo colocando Raimunda como o pivô de três gerações: sua mãe, ela e a filha. Entre ela e a mãe, a semelhança de corajosamente solucionarem os próprios conflitos; entre ela e filha, a semelhança do destino, abusadas sexualmente pela figura paterna. Curioso esse “feminismo” de Almodóvar, tratado de forma tão natural que quase passa despercebido durante o filme, no sentido de que não precisa se afirmar para reivindicar sua esfera de ação, o que é muito positivo. É de humanidade que se trata.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Raimunda não é uma personagem atormentada psicologicamente pelos próprios conflitos, nem é também alguém indiferente a eles – dois extremos fáceis de se imaginar diante das peripécias pelas quais ela passa. Almodóvar e Penélope Cruz lhe conferem uma audaciosa leveza, dignas de uma personagem intrigante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Outra qualidade do filme é a valorização da verossimilhança, e não da correspondência com o real. Se nos perguntassem se é possível que uma mulher fique escondida na casa de outra cuidando de uma doente anos a fio sem que ninguém a veja, responderíamos que não. Mas o filme o torna possível, porque se apresenta como universo fictício autônomo que regula suas próprias leis. O cinema holywoodiano, em contrapartida, parece lançar mão da verossimilhança apenas para “exagerar” a realidade, e não para apresentar-lhe outra maneira de ser.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo em &lt;em&gt;Volver&lt;/em&gt; é um pouco diferente do que se espera: seu feminismo, seus crimes, suas personagens. E nisso reside sua atração! De comum com outras histórias, tem o poder de conduzir o espectador pela mão, pistas aqui, outras ali, clímax e desfecho. Sherazade já sabia muito bem o que esse poder significa.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;suene honorato&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-116580532760751216?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/116580532760751216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=116580532760751216' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116580532760751216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116580532760751216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/12/soft-almodvar_116580532760751216.html' title='Soft Almodóvar'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-116424648198578719</id><published>2006-11-22T23:45:00.000-02:00</published><updated>2006-11-23T00:15:17.936-02:00</updated><title type='text'>Serviço de utilidade pública</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nóis do centro-oeste somo mirim demais! Tem coisas que, definitivamente, deveriam deixar de acontecer aqui pela terrinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente, tenho “tentado” ir ao cinema. Antes de sair de casa, consulto sites que oferecem a programação das salas da cidade, porque não sou assinante do jornalzinho famoso, que me “veta” o direito de informação. Organizo minha rotina e, surpresa, constato que perdi meu tempo... Ou o filme não está em cartaz ou o horário da sessão não existe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por favor, alguém pode me explicar o que acontece? O caso mais recente, dos três consecutivos que me aconteceram, deu-se hoje: fui assistir a Eu, você e todos nós, filme de Miranda July que vi em São Paulo no mês de junho e que só agora parece ter chegado às nossas salas. Mas o Lumière não havia recebido a “fita”, como me informou a atendente da bilheteria. Perguntei: “ora, mas eu vi no site do Diário da manhã que tinha uma sessão às 19h10?!?”. E ela respondeu: “nós só passamos a programação pr’O popular...”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo como funciona a imprensa, qual o tipo de privilégio que existe por traz dessas questões. Mas não entendo também por que quem não tem o tal privilégio se propõe, de maneira tão precária, a oferecer um serviço que não tem competência para executar (e eu imagino que deva ser tão simples...). Pra ser mais clara: é falta de respeito! E, embora não pareça, das mais graves, porque interfere nas escolhas que fazemos. E sem crise de consciência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;suene honorato&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-116424648198578719?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/116424648198578719/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=116424648198578719' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116424648198578719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116424648198578719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/11/servio-de-utilidade-pblica.html' title='Serviço de utilidade pública'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-116172222180925781</id><published>2006-10-24T17:31:00.000-03:00</published><updated>2006-10-24T17:48:34.733-03:00</updated><title type='text'>Eliza</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Envolveu-a com o braço direito, e esperou pelo olhar repreensivo.&lt;br /&gt;– Não aqui. Eles estão olhando, tão sempre olhando. Fingem que não olham que é pra parecer politicamente correto, mas olham sim.&lt;br /&gt;– Não me importo. E apertou o abraço.&lt;br /&gt;Fitava-lhe a boca rósea. Ia beijá-la. Não pensava como Eliza. Eliza gostava de sempre agradar as pessoas. Era assim. Aluna nota 10, filha amorosa, amiga dedicada, vizinha silenciosa. Na época em que freqüentava a igreja era a primeira a se levantar na hora dos donativos.&lt;br /&gt;– Eu não vou dizer de novo. Tem uns amigos da Luiza bem ali.&lt;br /&gt;– E se eu te beijar, o que você vai fazer?&lt;br /&gt;– Pára com brincadeira, nós temos um acordo. Você sabe bem que eu não gosto. Não em público.&lt;br /&gt;Tinham se conhecido na aula de teatro. A mãe de Eliza tinha lhe dito que precisava “trabalhar a timidez” e a filha, vociferada por Nelson Rodrigues, achou que tomar parte nos atos seria experiência legal. Logo no primeiro dia, os cantos de olhos de Mariana se pousaram nessa criatura frágil, magricela, pálida de vergonha, essa menininha, descabelada, desajeitada, desconcertada. Eliza. Apaixonou-se. Por duas semanas não falou com ela. Ao fim de quinze dias caminhou 20 passos firmes até ela, parou na sua frente e com a maior confiança pronunciou, como decreto de rei: Gosto de você. Eliza coloriu-se mais branca do que de costume. Mariana saiu pela porta e não falou mais nada por outra quinzena. Normalmente era bem confiante. Tinha tomado a iniciativa com todas as ex-namoradas. Mas não sabia por que, Eliza lhe congelava o espírito e amarrava os pés, assim de um jeito bom.&lt;br /&gt;– Isso é um show de rock, não o juízo final garota. Disse com tom desdenhoso.&lt;br /&gt;– Não é tão fácil pra mim como é pra você. Nunca foi fácil pra mim Eliza. Mas eu me cansei de me curvar e deixar que eles ditem o que é certo ou errado. Tudo é uma ilusão. Sabia que as nuvens, o som e – o azul do mar são uma ilusão? As nuvens um tanto de ar espesso, nem dá pra pular nelas. O som uma vibração que os nossos ouvidos moleques convertem em música e o azul, um reflexo. Um reflexo.&lt;br /&gt;– A outra riu-se.&lt;br /&gt;Mariana sabia ser filosófica quando estava de bom humor. Era uma das qualidades que mais apreciava nela.Depois das duas semanas de espera Eliza tinha caminhado até ela no final da aula, um sorriso magro, e perguntara: Já leu Moliére? Depois desse dia não se apartaram mais. Intensos dez meses de maquiar olhares e disfarçar palavras e conter toques. Até que a mãe de Eliza descobrira. Gritos, lágrimas, dedo apontando pro meio da face. A violência e a incoerência toda. Não queria ver a filha mais. Eliza encheu o pulmão de ar e coragem e foi morar com Mariana, dividir um apartamento. Para todos os amigos e conhecidos de Eliza, são apenas amigas.&lt;br /&gt;– Olha! Já estão entrando, vamos. Eliza disse serena e terna.&lt;br /&gt;Beijou-a, despudoradamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lídia Freitas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-116172222180925781?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/116172222180925781/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=116172222180925781' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116172222180925781'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116172222180925781'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/10/eliza.html' title='Eliza'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-116111068067653891</id><published>2006-10-17T15:34:00.000-03:00</published><updated>2006-10-24T17:43:46.206-03:00</updated><title type='text'>As Faces do Alienista</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nesse domingo fui ver “O Alienista”, com a companhia Nu Escuro. Grupo respeitado na cidade, com dez anos de estrada. Antes de qualquer coisa fiquei muito feliz em saber que estavam montando o texto do Machado, pois são lapidares as questões relacionadas a loucura e a crença messiânica de Simão Bacamarte, e não apenas elas referendam a força do texto. Questões essas já excessivamente tratadas e com todo o mérito, pela pertinência temática e singularidade que o olhar de um sujeito no ímpeto positivista do séc. XIX desmonta. O texto de Machado é incisivo contra a crença positivista, é irônico, é profundo, é pateticamente decadente. O louvor ao texto não é necessário e nem encontra distinção nas minhas palavras. Vale simplesmente pela fluência, pela certeza de ter embarcado nas venturas mascaradas por Simão Bacamarte. É uma história facilmente vivida pela humanidade e, salvo os meus clichês, é a fineza das sugestões do texto que devemos absorver pra dialogar com a pertinência ou não de algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos à peça! “Na cidade de Itaguaí, voltando de seus estudos na Europa, e dominado por um sentimento humanitário, Simão Bacamarte intenta descobrir o remédio universal para a loucura. Para tanto, constrói um sanatório em sua cidade natal: a Casa Verde...”. Eu já sabia de algumas coisas relacionadas ao espetáculo. O formato, a consultoria do Hugo Rodas, a trilha ao vivo, a porta da Casa Verde como cenário – a marca do cenário. Mas isso é extra. A peça em si se basta. E por quê? De cara você percebe o cuidado com a montagem, a responsabilidade consciente de não estragar o texto do Machado. E como teatro não é literatura simplesmente e a Nu Escuro sabe disso, o espetáculo se respalda nos seus dotes. Imediatamente há certo estranhamento e uma desconfiança: será que vai dar certo um espetáculo em que os instrumentos da trilha tomam conta da metade do palco? E não dá pra ignorar os músicos, primeiro porque eles respondem muitíssimo bem ao universo da peça, segundo porque eles não estão lá por acaso. Tem uma estrutura narrativa que dialoga com a trilha, ela conta a história junto dos três atores, eles intervêm no texto e o texto intervem na trilha, na medida em que os atores são músicos e os músicos, atores. Esse é um grande mérito. O domínio de cena dos atores e dos músicos, a medida da ênfase já é por si só louvável, principalmente em se tratando das produções da terrinha, que não contam muito com essas virtudes. Um formato bem medido conjugado a essas virtudes nos leva a um bom espetáculo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura do texto remete a formação do discurso que convence a população de que os indicativos do Dr. Bacamarte são, de fato, os mais plausíveis. A formação desse imaginário na população, mediada ali na peça pelo público, não é bem desenvolvida. Presumo que isso seja uma questão de perspectiva. E isso causa certo problema. Porque a apresentação das questões fica “manca”. Na medida em que falta um alicerce de respostas a como se sugere que tais compromissos sejam levados a cabo pela população, nós – o público – ficamos com os estereótipos arrolados pela peça. Vejam só: os estereótipos não são problemas. Pois é com eles que toda a tradição grega de teatro trabalha. Com arquétipos. O que é problema é deixá-los soltos. Um pouco soltos, eu diria. Essa primeira parte poderia ser mais zelada, para que a guerra dos discursos demonstrados posteriormente tivesse bases sólidas. Afinal é sob algum pretexto e sob algum jogo de referência e de montagem do discurso que Dr. Bacamarte faz com que todos embarquem em sua “racionalidade”. Essa que por vezes se baseia em bizarrices de conceito digno das nossas loucuras. E risos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A formatação do espetáculo, a luz, o gestual, o figurino, a trilha, as vozes em off, todos muito bons. A musica é rica, e eu já disse que dialoga com o texto. Cristiane Perné canta sabendo do seu lugar. Sua voz à lá Elza Soares traz à tona um drama longo e delgado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pra mim faltou um foco de luz na tensão da guerra dos discursos e seus aparatos. Pois público tem que sair do teatro feliz com os movimentos dos atores, com música tensa e alegre, com o tratamento do texto, com os jogos de cenas, com os bonecos, com toda a infinidade que a Nu Escuro não exclui de se utilizar, mas também deve sair com uma pulga atrás da orelha e dizendo pra si mesmo sobre algo que ficou no ar ali, um tempero que foge às feições dos personagens, que está no âmbito das reflexões e comunicação de todas as “loucuras” inculcadas no homem e em sua história. Como nos trataremos?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Marcelo Brice&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-116111068067653891?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/116111068067653891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=116111068067653891' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116111068067653891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116111068067653891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/10/as-faces-do-alienista.html' title='As Faces do Alienista'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-116080315814994011</id><published>2006-10-14T02:00:00.000-03:00</published><updated>2006-10-14T02:19:18.156-03:00</updated><title type='text'>TRÍADE</title><content type='html'>I&lt;br /&gt;Costas lisas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Novamente pôr os pés no chão&lt;br /&gt;e limpar os joelhos&lt;br /&gt;sujos de lodo vesgo pedras aleijadas&lt;br /&gt;cinzas mudas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De novo reacender&lt;br /&gt;o carvão&lt;br /&gt;úmido, esquálido e morto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirar dos vãos dos dedos&lt;br /&gt;o pó de espelhos domesticados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começar outra vez&lt;br /&gt;com o álibi&lt;br /&gt;de costas lisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;II &lt;br /&gt;Poros crus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tombar para trás.&lt;br /&gt;Banquete.&lt;br /&gt;Sentir a carne do asfalto&lt;br /&gt;gritar seu ódio&lt;br /&gt;seu peso&lt;br /&gt;seu grito mais mudo explodindo e cravando unhas e dentes e urro&lt;br /&gt;em cada poro&lt;br /&gt;das costas sem cais. &lt;br /&gt;Ser arrastado&lt;br /&gt;até à anestesia do que já não é mais asfalto.&lt;br /&gt;Não sentir.&lt;br /&gt;Pela retrocedência desgraçada de tudo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;III&lt;br /&gt;Véus&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ter mais vão nem fresta.&lt;br /&gt;Carnes roídas.&lt;br /&gt;Células: epitáfios. &lt;br /&gt;Uma retina que espera o último fim&lt;br /&gt;E a outra que sente as covas vagas.&lt;br /&gt;E mais &lt;br /&gt;Nada que se possa preenchê-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;Dheyne de Souza &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-116080315814994011?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/116080315814994011/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=116080315814994011' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116080315814994011'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/116080315814994011'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/10/trade.html' title='TRÍADE'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-115993157785856677</id><published>2006-10-04T00:07:00.000-03:00</published><updated>2006-10-04T00:15:15.196-03:00</updated><title type='text'>Acerca da filosofia no Ensino Médio</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ao meu ver algumas idéias mal colocadas e fora de foco estão sendo exprimidas no debate acerca da inclusão da Filosofia e da Sociologia no ensino médio. Vou me ater a uma declaração corrente, a saber, a de que “a filosofia e a sociologia não resolvem os problemas da educação média”. Além de totalmente fora de contexto, a asseveração tem uma forte carga de má-fé e até um certo preconceito. Não se trata de colocar a filosofia como apanágio de todos os males, afinal, como já disseram Marx e Engels em &lt;em&gt;A Sagrada família&lt;/em&gt;, “idéias nada podem realizar. Para a realização das idéias são necessários homens que ponham em jogo uma força prática”, ou para citar bem contemporaneamente meu mestre e padrinho Gonçalo Palácios, no Jornal Opção do dia 23 à 29 de Julho no ano vigente, “[Q]uem está para resolver os problemas do ensino médio são as autoridades competentes e os membros da sociedade organizada. Somos nós, ou seja, que devemos resolver nossos problemas, não disciplinas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leciono Filosofia na rede estadual e tenho uma convicção: a história da filosofia não é um culto de reverência, mas uma fonte de inspiração. Não se trata de oferecer um marco teórico pronto fechado. Toda fundamentação de plano anual ou bimestral pode ser modificada à luz da prática e ao mesmo tempo, procurando avaliar e aprimorar tal prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lecionar Filosofia na rede estadual é uma pequena missão socrática. E penso ser Sócrates um grande paradigma para nortear as aulas de filosofia. Inspirar em Sócrates é, através do diálogo e por ele próprio, partir da &lt;em&gt;doxa&lt;/em&gt; – o que os gregos chamavam de opinião, que estaria ligada ao senso comum, no sentido de idéias preconceituosas, parciais e superficiais – caminhar em busca de uma &lt;em&gt;episteme&lt;/em&gt;, ciência, ou um conhecimento mais elaborado. Logo, fazer filosofia não é doutrinação político-partidária, como querem fazer crer alguns boçais de plantão – sem capacidade de enxergar, ou que não querem enxergar, ou estão de má-fé mesmo. A atividade filosófica é em si a busca da verdade, em outras palavras, a sua eterna procura que intenta escapar do senso-comum. Professor Geraldo Faria (eterno mestre) falava em suas críticas e humanistas aulas de língua portuguesa para nós (alunos do Colégio de Aplicação da Faculdade de Educação); “pensar dói, né?” e eu achava graça... Entretanto, hoje vejo a referência socrática na expressão do mestre. A metodologia socrática tinha dois momentos, a saber, a ironia (em grego, &lt;em&gt;ironia&lt;/em&gt; quer dizer interrogação) – Sócrates conversava com as pessoas e freqüentemente fazia perguntas, levava seus interlocutores a ver os pontos fracos de suas próprias reflexões, e assim, nesta fase do diálogo a intenção era fazê-los tomar consciência de suas respostas, isto é, das conseqüências que poderiam ser tiradas de suas reflexões, muitas vezes cheias de conceitos parciais, ou seja, idéias pré-concebidas, pré-conceituosas. O segundo momento é a &lt;em&gt;maiêutica&lt;/em&gt; (em grego, “fazer o parto” ou “trazer à luz” – a mãe de Sócrates era parteira). Com base no primeiro momento Sócrates permitia que a outra pessoa chegasse a suas próprias conclusões. Assim, Sócrates dialogava com as pessoas criando condições para o uso da razão. Logo, essa fase do diálogo socrático, destinada a concepção de idéias era a &lt;em&gt;maiêutica&lt;/em&gt;. Parir idéias essa era a intenção fundamental de Sócrates, ou seja, fazer pensar, refletir, assim como um parto (aqui a referência a um parto normal, claro), e isso não é coisa que se faça sem esforço. Bem, nem quero entrar em uma discussão vizinha que é a questão da motivação dos alunos – tema para um outro artigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, não custa lembrar que o problema da falta de vontade de refletir (aí sim papel da filosofia) é um fato vinculado ao imediatismo inerente a cultura vigente. Assim sendo, um problema demasiadamente complexo que não cabe somente aos quixotescos professores de filosofia, com sua mísera uma aula por semana em cada turma, resolver. A filosofia cumpre o papel de uma espécie de grilo falante, se portando como uma consciência critica das coisas. Talvez, poucas palavras sejam tão usadas em educação como a palavra crítica. No senso comum critica é “meter o pau” ou simplesmente falar mal. Contudo, o que significa crítica? Qual é a sua função? Qual é a relação que se estabelece entre crítica e transformação? Não tenho nesse espaço a pretensão de responder a essas questões. Para ser coerente com a minha perspectiva socrática deixo-as para a livre reflexão. Apenas, gostaria de apontar que as críticas devem, na verdade, ser ponderações, análises e reflexões cuidadosas e responsáveis, intentando sair da mera doxa; lembram do nosso filósofo? Ou seja, a crítica como uma prática de pensamento que trabalha os limites, as fronteiras do possível. Para o filósofo espanhol, Fernando Savater “A crítica desnaturaliza o mundo, o torna mais complexo, menos óbvio, mais produto de contingências que precisam ser exploradas, entendidas e transformadas. A crítica exige ver o mundo como se fosse a primeira vez. Por isso para fazer filosofia é preciso perder algo da fé nas aparências, nas rotinas, nos dogmas”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre atento para o fato de que nossos desacordos podem estar em nossas diversas visões de mundo, tendo o diálogo filosófico como uma forma de esclarecer, explicar e compreender essas diferenças, e portando revalorizar o diálogo desses desacordos, pois sem elas não teríamos filosofia, nem educação, nem política e nem seres humanos seríamos. E é a partir dessa confrontação que possibilitamos a construção de um mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, algumas citações lapidares para essa investida, a primeira de Xavier Rubert de Ventos, em seu Por que filosofia: “Filosofar é chegar a colocar em contato o que sabemos com o que sentimos, o que pensamos com o que fazemos; desconfiar das explicações que satisfazem; arriscar-se, muitas vezes, a ver mais, ou menos do que quisermos ver”. De forma explosiva Nietzsche afirmava em Humano, demasiado Humano: “Não nos deixaríamos queimar por nossas opiniões: não estamos seguros delas. Mas, talvez, por podermos ter nossas opiniões e podermos mudá-las”. Para aqueles que entendem ser irrelevante o contato do jovem com o espírito filosófico, diz Epicuro, filósofo da era helenista: “nunca se protele de filosofar quando se é jovem nem se canse de fazê-lo quando se é velho, pois ninguém é pouco maduro nem demasiadamente maduro para conquistar a saúde da alma. E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou, assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de se feliz”. Para não restar dúvidas das finalidades da vida e com um pouco do lirismo poético existencialista de Fernando Pessoa: “Não me venham com conclusões! A única conclusão é morrer!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Pablo Lenine é professor de Filosofia no ensino público&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-115993157785856677?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/115993157785856677/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=115993157785856677' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/115993157785856677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/115993157785856677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/10/acerca-da-filosofia-no-ensino-mdio_04.html' title='Acerca da filosofia no Ensino Médio'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-115939663998050630</id><published>2006-09-27T18:30:00.000-03:00</published><updated>2006-09-28T10:42:21.986-03:00</updated><title type='text'>Política em transformação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://blogdojoao.blog.lemonde.fr/photos/uncategorized/frase_de_caminhao_1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 320px;" src="http://blogdojoao.blog.lemonde.fr/photos/uncategorized/frase_de_caminhao_1.JPG" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Uma imensa desconsideração pela política (...)"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Isso me fez pensar. O que está sendo entendido como política no texto do nosso notável Fernando Camelo? Eu o perguntaria pessoalmente, mas ele anda longe daqui e não atende o telefone. Então resolvi escrever. Bom, a descrença que vejo, na verdade, é pelo que se tornou a política no sentido comum do termo, no sentido que os candidatos, legisladores e governantes em geral deram à ele ao longo do último século e neste que principia e que presenciamos. Se pergunto para o picolezeiro que trabalha na porta do prédio em que eu trabalho, como aconteceu recentemente, o que ele acha das eleições; ele me responde que de um modo ou de outro eles (os governates) sempre aparecem nessa época com cara de gentis e dando beijos e abraços, prometendo tudo e mais um pouco, e que há também os que dizem que irão fazer de tudo que estará ao alcance deles para ajudar o povo (esses já perceberam que o discurso tem que mundar); mas quando se encontram em seu lugar privilegiado, não recebem o povo e dizem que estão com a agenda cheia. Bom acho que me emaranhei. Vejamos, resumindo, meu colega picolezeiro (não direi seu nome para preservá-lo), pelo que eu entend,i está desconsiderando a política, pois ele disse que não ia votar em ninguém e que se era para dar a chance de pessoas roubarem seu dinheiro que pelo menos ele nao colaborasse com isso. O que você acha Camelo, era disso que você falava?&lt;br /&gt;        &lt;br /&gt;  Bom, então eu disse ao picolezeiro que o que poderiamos fazer era nos organizar em pequenos grupos que juntos poderiam ser um grande grupo pressionando o governo e a justiça para que nossos direitos fossem respeitados. Ele pensou, com a mão levemente coçando o lobulo da orelha esquerda e disse: É acho que isso seria política e não politicagem né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, achei legal a colocação dele e lhe disse que as pessoas não estão acostumadas a decidirem por si mesmas e que estamos presos a um mar de obrigações que não nos permitem ter um tempo para pensar sobre como poderiamos resolver nossos problemas entre nós mesmo, um ajudando o outro, como nos tempos de guerra lembra Fernando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Mas deixando de lado esse exemplo que já começo a achar um pouco tolo. O que tenho visto não é uma descrença pela política, agora entendida um pouco mais próxima do entendimento que os gregos antigos ou os filósofos e intelectuais atuais têm da palavra. O que tenho visto por ai, é o povo se organizar. Temos, para não cair em exemplos batidos, o Movimento Nacional dos Catadores de Lixo Reciclável, pode-se saber mais sobre esse movimento conversando com os catadores  mais próximos de você, no caso de Fernado não sei se tem algum próximo dele. Ou, para quem não tem tempo ou prefere a assepcia de uma tela de computador, pode-se acessar a pagina http://www.movimentodoscatadores.org.br/default.aspx. Imagine pessoas analfabetas  (em sua maioria) que se organizam para ter condições e permissão legal para catar lixo, que pedem um galpão para que possam fazer a triagem do material e assim não serem explorados por atravessadores, e mais outras coisas que culminam na tentativa de ter uma mínima dignidade. São pessoas que limpam nossas cidades e ainda contribuem com o equilibrio do meio ambiente natural encaminhando o lixo que produzimos para sua devida reciclagem. Acho que essas pessoas estão descrentes com a politicagem, mas fazem política todos os dias.&lt;br /&gt;             &lt;br /&gt;  Não vou me delongar mais, vou tentar sintetizar o que estou tentando dizer. A política está se transformando, e a descrença é pela velha política, que para a maioria das pessoas é a presente pólitica. Mas quando elas vêem as possibilidades de fazer política de outro modo e pela via não eleitoral, elas tendem a se organizar. Temos  ai exemplos no Brasil e no mundo de política não eleitoreira, nem mesmo eleitoral, sendo feita todos os dias. Entretanto, poucos pessoas tomam conhecimento disso e assim o processo de transformação do entendimento do termo política vai sendo retardado, mas não há como freia-lo totalmente. Pois, tem muita gente por ai, muita mas muita mesmo, acho que a maioria da gente, que não têm nenhum patrimônio para herdar de seus antecessores, porém os sonhos de suas gerações passadas, de tantos, já não cabem apenas nas cabeças ou na diversão de uma noite bem dormida e estão tomando forma nas ruas, se materializando em imagens e ações e assim eles, os governantes, se quiserem manter suas cabeças no lugar, vão ter que atender as demandas do povo e deixar de lado seus privilégios. E depois, eles (digo de novo: os governantes) vão ter que reaprender a trabalhar pois já  teremos as condições de  tomar as decisões por nós mesmo. Isso pode parecer estranho e útopito, até mesmo infantil, mas é a lógica ululante dos seres racionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;Éveri Sirac&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-115939663998050630?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://caravanacga.blogspot.com/' title='Política em transformação'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/115939663998050630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=115939663998050630' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/115939663998050630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/115939663998050630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/09/poltica-em-transformao.html' title='Política em transformação'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-115911578747931901</id><published>2006-09-24T13:34:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T20:35:08.120-03:00</updated><title type='text'>Para além da descrença</title><content type='html'>&lt;span style="TEXT-DECORATION: underline"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Uma imensa desconsideração pela política, isso é o que constatamos nessas eleições. Deixando de lado o simplismo que reza ser a bandidagem o motivo real disso, o que mais temos? Parece ser considerável a escassez de ambiente político para a aproximação dos anseios, das forças medidas, das vozes contrapostas. A sociedade não possui vínculo real com a vida pública. Mesmo sabendo que ela realiza nosso destino. As margens de aproximação da população com os debates e com a resolução de sua vida cotidiana se estabeleceu longe das vontades desses indivíduos e de seus grupos. Perdemos o tato disso. A escalada do sistema de organização social, que exclui os produtores não enquadrados em um montante de capital relevante, que deseduca a população acerca da conseqüência da sua escolha pela indiferença, que desenvolve políticas de amordaçamento social velado nos deixa sujeitos precários enquanto agentes sociais. Que tipo de aposta na educação popular pode avançar à emancipação? Como construir alternativas que minem a imobilização social?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;Fernando Camelo&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-115911578747931901?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/115911578747931901/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=115911578747931901' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/115911578747931901'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/115911578747931901'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/09/para-alm-da-descrena_24.html' title='Para além da descrença'/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-34629491.post-115896798158084276</id><published>2006-09-22T20:30:00.000-03:00</published><updated>2006-09-27T16:24:17.403-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    Rodrigo Correia de Oliveira. Esse é o nome do garoto que faleceu ontem em virtude de dois enormíssimos absurdos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Estava na internet, quando uma aluna interrompeu meu trabalho pra perguntar: “professora, vc soube do que aconteceu?”. Então me contou que o Rodrigo havia morrido em decorrência de uma infecção hospitalar, depois de ter passado alguns dias numa UTI por ter sido esfaqueado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Me lembro que ele era um menino calado, muito calado. Sozinho. Estava sempre com o olhar de vidro fixado nas paredes ou no próprio caderno fechado e em branco. Raramente fazia alguma atividade proposta em sala de aula. Seu nome no diário vinha cheio de lacunas, porque não entregava as tarefas de casa. Um dia, eu o tirei de sala e o levei à coordenação. E lhe expliquei que ele estava ali pra me dizer alguma coisa sobre como eu poderia ajudá-lo. Ao invés de manter sua atitude habitual de alheamento, ou de reagir com agressão por se sentir repreendido ou cobrado, ele me abriu um sorriso. E me desconsertou, porque eu sequer conhecia sua voz... Enxuguei os olhos, e disse que aquilo tinha me emocionado. Saímos dali e lhe dei um abraço. No corredor, ele me prometeu que se empenharia nas próximas aulas, mas disse que sua vida estava meio estranha mesmo... E, de fato, nas aulas seguintes, ele estava levemente mais disposto. Isso durou um mês e é basicamente tudo o que eu sei sobre esse garoto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    Ignoro os detalhes do caso. Não sei por que ele foi esfaqueado. Não sei por que não saiu vivo do hospital. Me contaram algumas coisas, que eu não procurei confirmar se eram verdadeiras ou não. Mas isso não tem a menor importância e não ameniza em nada o fato de que aí estão dois sérios problemas: violência e saúde pública. E que parecem se tornar banais pela recorrência. Mas que terminam por banalizar nossas vidas, e o meu discurso sobre o fato. O que mais tenho a dizer sobre isso senão que é um absurdo, tão grande, tão grande, que eu nem compreendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;suene honorato&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/34629491-115896798158084276?l=casadodemo.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://casadodemo.blogspot.com/feeds/115896798158084276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=34629491&amp;postID=115896798158084276' title='17 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/115896798158084276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/34629491/posts/default/115896798158084276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://casadodemo.blogspot.com/2006/09/rodrigo-correia-de-oliveira.html' title=''/><author><name>Casa do Demo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00476498548918922256</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='22' height='32' src='http://bp0.blogger.com/_IEDPisq9ow8/RkqHqaMvxWI/AAAAAAAAAA8/hZUDAnBNVys/s400/manuscrito.jpg'/></author><thr:total>17</thr:total></entry></feed>
