segunda-feira, fevereiro 19, 2007

O Pau Ambiental e o Rabo da Economia no Âmbito social

Assim como Deus amava as almas dos corpos queimados nas fogueiras da inquisição, a economia ama os corpos que vendem suas almas ao Diabo e se metem a cometer arbitrariedades de todas as ordens, lançando para isso, mão de discursos economicamente progressistas.

Partindo da premissa de que até o Onipotente tem seus pontos fracos, decidi investigar as sensibilidades da ciência econômica. Ao apalpar esta gigantesca e disforme mania de nossa contemporaneidade, encontrei muitas partes inflexíveis, umas mais outras menos, mas uma em especial me chamou a atenção: o rabo (o cu), de onde sai os dejetos econômicos, quase sempre destinados a manutenção do pau na posição vertical.

Os poucos paus que se mantém de pé neste país, resolveram render uma homenagem a seus colegas que tombaram vitimados pela ausência do adubo econômico advindo do reto da economia, cujo calibre, abrange apenas pedaços da região amazônica.

Como a boca da economia está sempre ocupada chupando dólares do cambio, o próprio câmbio e as bolsas escrotais dos grandes capitalistas, penso ser mais do que justo um alargamento deste cu; um alargamento em nível nacional para que tudo que for pau possa ser beneficiado.

Pensando nisso os paus vivos reuniram os paus mortos e estão formando um cilindro, cujo raio vai, do Oiapoque ao Chuí e tem a altura de dez picos da neblina, para com este atacarem a parte mais sensível da economia, ou seja, o cu, para que ele se alargue e seus dejetos alcancem mesmo que de uma maneira raleada, uma maior extensão do Brasil.

Os paus estão enraivecidos e enrijecidos, a sociedade está eufórica pelo espetacular e a economia está, como sempre, muito preocupada em salvar o mundo, desatenta; não dá importância a este acontecimento que pretende ser um ARROMBO DISCOMUNAL no rabo desta que tanto nos oprime. Os paus que queimavam corpos na inquisição, as almas verdes vendidas ao Diabo, serão usados para fazer este grande consolo, cuja sucessiva penetração no rabo da economia pretende alargar-lhe a sensibilidade financiadora.
Ademir Castorino

5 Comentários:

Às 20/2/07 17:53 , Anonymous Marcelo Brice disse...

Esse texto do Ademir nos foi enviado por e-mail. Valeu pela contribuição! É um texto íntegro. Dá pra ver como funciona certa maquiagem social que afunda nossa noção de sociedade.

 
Às 21/2/07 00:22 , Blogger Renato disse...

Um engov antes da leitura, outro depois.

 
Às 21/2/07 00:30 , Anonymous Anônimo disse...

rsrsrs

 
Às 26/2/07 07:53 , Blogger Polysbela disse...

Sei, Brice... e - c/ toda boa vontade interpretativa possível - o que mais dá p/ ver? rs.

 
Às 9/3/07 15:00 , Anonymous Anônimo disse...

fla professora Suene..!!
olha eu aqui marcando presença..!!
kkkkkkkkkkkkkkk
abraços...

 

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