terça-feira, fevereiro 20, 2007

Poste de luz

À noite que nos fulge o sono e o medo,
Acende a furna da noturna vida
Um poste; bem no meio da avenida
Ao qual acorda o sonho bem mais cedo,

Enquanto nos clareia algum segredo
Na paz da inconsciência entristecida
Produz o lume da emoção contida
Na metafísica do transe quedo...

Assim como as estrelas a luz faz
O Cosmo percorrê-las na ilusão
De nossos olhos sonolentos, mas

Enquanto passa a luz glorificada,
Não passa de um simplório lampião
Pairando na abstração da madrugada...

Marra Signoreli

5 Comentários:

Às 20/2/07 17:58 , Anonymous Marcelo Brice disse...

João Antonio! Como disse na comunidade do orkut taí seu poema. Poeta incipiente, com um poema publicado na edição passada do Demo. Ele é de palavras sérias e cheias de esconderijos. Tem poesias simpáticas, é novo e eu desconfio que será grande poeta. Gosta de ter como pais os clássicos, mas sabe e cada dia sabe mais que nosso mundo é o agora.

 
Às 21/2/07 14:09 , Blogger Lyanna Carvalho disse...

Este comentário foi removido pelo autor.

 
Às 21/2/07 14:25 , Blogger Lyanna Carvalho disse...

Poema interessante, porém poetas não se fazem com técnicas de rima, apenas. Bem escrito e bonito, mas longe de poeticidade própria, porque é frio e superficial. É muito explícita a preocupação com os pais clássicos e estruturação das palavras, e isso não é ruim, contudo torna-se problema quando faltam força, leveza, e sinceridade poética.

 
Às 22/2/07 17:37 , Blogger nilson disse...

Claro que não concordo com o comentário acima. Achei (n)o poema força e leveza num equilíbrio e desequilibrando. Não achei que são "técnicas de rima, apenas". Quanto à sinceridade, sugiro ao leitor procurar esse percurso e a verá e (talvez) a terá. Como sugeria Umberto Eco, é preciso deixar o texto nos pegar,afinal o autor inscrito ali torce para nós e para a nossa leitura. Parece-me, aí sim, que o poema é despretensioso, mas desconfio (e,como é bom desconfiar...) que essa é a pior das armadilhas, pois a despretensão aparente esconde armadilhas bem armadas, já que pra viver precisamos ser desafiados. Um grande poema e o poeta se incerra ali.

 
Às 22/2/07 20:21 , Anonymous João disse...

Fico feliz pelos comentários acerca do poema, obrigado!

 

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